O objetivo da presente dissertação é o estudo da difusão de Ag e Al em
uma matriz de α-Ti. Sua motivação principal se origina do fato de haver
na literatura resultados contraditórios sobre o comportamento difusional
desses elementos. Além disso, este estudo é necessário para dar
continuidade à investigação sistemática da difusão de impurezas
substitucionais em α-Ti, que vem sendo realizada pelo grupo de
implantação iônica, a fim de estabelecer uma relação entre tamanho,
valência e solubilidade dos elementos e seus coeficientes de difusão. A
dependência do coeficiente de difusão com a temperatura para ambos
elementos foi estudada nos intervalos de temperatura de 823 a 1073 K
para a Ag e 948 a 1073 K para o Al. No caso da Ag foi usada a técnica de
RBS para determinar os perfis de concentração, a qual tem uma alta
resolução em profundidade (tipicamente 10nm), o que permite a
determinação das baixas difusividades esperadas no presente experimento (
D ≤ 10-7 m2/s). No caso do Al foi usada a técnica de NRA, que preenche
os mesmos requisitos citados anteriormente, com uma resolução em
profundidade de aproximadamente 10 Å. As medidas realizadas mostraram
que, para ambos os casos, os coeficientes de difusão seguem uma
representação linear de Arrhenius. Foram encontrados os seguintes
parâmetros característicos de difusão: Do = (1 ± 0,75) x10-4 m2s-1 e Q =
279 ± 6 kJ/mol para a Ag e Do = (1,4 ± 1,2) x10-2 m2s-1 e Q = 326 ± 10
kJ/mol para o Al, os quais são típicos de um comportamento
substitucional normal. A comparação desse trabalho com trabalhos prévios
não mostra evidência de relacionamento entre tamanho, valência e
solubilidade dos elementos e seus coeficientes de difusão.
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Bem vindo ao blog de discussões referentes à análise e modificação de materiais por feixes iônicos e suas contribuições nas diversas áreas da Ciência.
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2 de abr. de 2012
29 de mar. de 2012
Dopagem tipo-n em estruturas SIMOX
Resumo
Foram estudadas a ativação elétrica e a redistribuição de As
(dopante tipo n) implantado em SIMOX (Separation by IMplanted OXygen).
Estruturas SIMOX com diferentes espessuras da camada superficial de Si e
do óxido enterrado foram usadas. As implantações de As+ foram feitas
com a energia de 20 keV e doses de 5x1014cm-2 ou 2x1015cm-2. Um perfil
em forma de platô foi implantado em algumas amostras por implantação com
tripla energia. Recozimentos térmicos rápidos e convencionais foram
aplicados para a ativação dos dopantes e cobertura dos danos de
implantação. A caracterização física e elétrica foi feita através de RBS
(Rutherford Backscattering Spectrometry), TEM (Transmission Electron
Microscopy), MEIS (Medium Energy Ion Scattering) e medidas elétricas por
efeito Hall. Os resultados são discutidos considerando a profundidade
de amorfização alcançada pela implantação de dopantes e a cobertura dos
danos após recozimentos e sua influência na ativação elétrica dos
dopantes.As amostras completamente amorfizadas apresentaram maiores
valores de resistência de folha e menor percentagem de ativação dos
dopantes em comparação com as amostras que não tiveram a completa
amorfização do filme de Si. Os resultados mostram claramente a
necessidade de evitar a amorfização total do filme de Si em SIMOX
durante a implantação iônica, possibilitando a formação de uma boa
estrutura cristalina com boas características elétricas após o
recozimento.
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28 de mar. de 2012
Síntese de SiC por implantação iônica de carbono em SIMOX(111) e Si(111)
SiC é um semicondutor promissor para dispositivos eletrônicos de
alta-potência, alta-freqüência e alta temperatura e a síntese de uma
camada epitaxial de SiC por implantação, na superfície do Si, pode ser
uma via de integração com a tecnologia de Si. Implantação em alta
temperatura (600°C) através de uma capa de SiO2, recozimento
pós-implantação a 1250°C sob um ambiente de Ar (com 1% de O2) e ataque
químico são a base da presente síntese. Implantações à energia de 40 keV
foram executadas em substratos SIMOX(111) e Si(111), cobertos com uma
capa de 100 nm de SiO2. Implantação em SIMOX foi o foco principal. Isto
nos permitiu obter uma camada sintetizada de SiC separada do Si bulk e
analisar as conseqüências estruturais. Neste caso, foi produzida a
conversão da camada superior de 65 nm de Si superior da estrutura SIMOX
em 30-45 nm de SiC. Implantações seqüenciais de C (passos de fluências
de ~ 5 × 1016 C/cm2), seguidas por recozimento à 1250°C, permitiu
estimar as fluências mínimas de C para atingir a estequiometria como 2,3
× 1017 C/cm2 e 2,8 × 1017 C/cm2, quando implantado em SIMOX e em Si,
respectivamente. Espectrometria de Retroespalhamento de Rutherford
(RBS) foi empregada para medir a evolução composicional da camada. Pela
análise das implantações seqüenciais, foi possível compreender a
redistribuição de carbono durante a implantação e recozimento. Uma
estrutura de duas camadas é observada no SiC sintetizado separado do Si
bulk, sendo a camada superficial mais rica em Si. Microscopia Eletrônica
de Transmissão (TEM) mostrou que as camadas sintetizadas são sempre
cúbicas e epitaxiais à estrutura original do Si. TEM também mostrou que
as implantações diretas, até as fluências mínimas, resultam em uma
melhor qualidade estrutural. Para uma fluência muito mais alta (4 × 1017
C/cm2), uma camada completamente estequiométrica é obtida, com redução
na qualidade estrutural. Nossos resultados indicam que o excesso de
carbono é o principal fator determinante da qualidade cristalina final
do SiC sintetizado por feixe de íons, quando comparado ao stress,
resultante de um casamento de redes forçado entre o substrato Si e o SiC
sintetizado.
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27 de mar. de 2012
Estudo do crescimento de filmes de carbono sobre silício devido à irradiação com feixes de H e He
É bem conhecido que técnicas experimentais que fazem uso de feixes
iônicos induzem sobre a superfície dos alvos irradiados o depósito de
diversos tipos de impurezas. Este depósito é causado pelas interações
entre o feixe de íons, as moléculas de gás residual no interior das
câmaras de irradiação e a superfície da amostra. Apesar do fato deste
processo poder alterar significativamente os parâmetros de irradiações,
bem como afetar a análise de materiais tratados, os parâmetros
experimentais que influenciam na deposição das impurezas ainda não são
bem conhecidos e nem o depósito se encontra suficientemente
quantificado. No presente trabalho relatamos um estudo quantitativo da
deposição de carbono sobre amostras de Si (100) irradiadas com feixes de
He e H. A deposição de carbono foi determinada em função da fluência de
irradiação, variando diversos parâmetros experimentais, tais como:
pressão na câmara de irradiação, temperatura do alvo, densidade de
corrente do feixe, energia do feixe e o estado da carga do íon. Em todos
os casos a análise das amostras irradiadas foi feita pela técnica de
Retroespalhamento de Rutherford em direção Canalizada (RBS/C) e através
da reação nuclear ressonante 12C(a, a´)12C na energia de 4265 keV. Os
resultados experimentais mostram que se consegue minimizar a deposição
de C através: a) da redução do tempo de irradiação, b) da redução da
pressão na câmara de irradiação, c) do aumento da temperatura do alvo
durante a irradiação e d) minimização do poder de freamento do íon no
alvo.
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26 de mar. de 2012
Superfícies porosas recobertas com metalocenos : análise multivariada envolvendo caracterização com feixes de íons
Implementaram-se no Laboratório de Implantação IOnica do IF-UFRGS
técnicas de análise com feixes de ions paa a caracterização composiciond
de sistemas cataliticos de grande interesse para a produção de
polimeros sintéticos, do tipo metaloceno e organoalurninios ancorados à
superficie de grãos porosos de óxido de silício (silica).
Especificamente, aplicaram-se espectrometria de retroespalhamento
Rutherford (RBS) e emissão gama induzida por partículas (PIGE),
respectivamente, a determinação dos teores de zircônio (do metaloceno) e
de alumínio imobilizados sobre a sílica. Paralelamente, utilizaram-se
t4cnicas de análise multivariada (planos de Plackett-Burman e fatorial
completo de dois níveis) para determinar os efeitos de pa.rimetro de
preparação sobre as características composiçionais desses sistemas
cataliticos. Conduziram-se os trabalhos em dois estágios: inicialmente,
utilizando um plano de Plackett-Burman, estudaram-se os efeitos de (a)
seqüência de imobilização (organoaiuminios seguidos de metaloceno I ou
vice-versa); (b) concentração de metaloceno na etapa de ancoragem (1,5
ou 2,5% p/p Zr/Si02); (c) concentração de organoaluminios na
correspondente etapa de ancoragem (2 ou 4% p/p A1/SiO2 em
trimetilalumínio (TMA) mais 6 ou 12% p/p A1/Si02 em metilaluminoxana
(MAO)); (dj temperatura (30 ou 80°C); e (e) tempos de tratamento da
silica com rnetaloceno e com organoaluminios (1 ou 6 h). Verificou-se
que a concentração de metaloceno na etapa de ancoragem e o tempo de
tratamento do suporte têm efeito sobre o teor de zircônio irnobilizado, e
que a concentração de MA0 e a seqiiência de imobilização têm efeito
sobre o teor de alumínio imobilizado. Em uma segunda etapa, utilizando
um plana fatorial completo, estudaram-se os efeitos de (a) temperatura
(30 ou 80°C); (b) concentração de metaloceno (1,5 ou 2,5% pp/ Zr/SiOz); e
(c) concentração de MA0 (6 ou 12% ppJ A1/SiO2). Nesse caso,
verificou-se que as concentrações de rnetaloceno e de MA0 têm efeito
sobre o teor de zircônio imobilizado, e que a concentração de MA0 e a
interação entre as concentrações de rnetaloceno e de MA0 têm efeito
sobre o teor de alumínio imobilizado. Comparam-se dados obtidos por REIS
e PIGE a resultados da técnica analítica convencionalmente apIicada a
catalisadores ancorados. No caso de PIGE, um estudo abrangente das
condições de análise levou a considerável evolução a partir do mktodo
inicialmente proposto. As técnicas de análise por feixes de ions RBS e
PIGE como implementadas a partir deste trabalho vêm sendo
satisfatoriamente aplicadas a caracterização dos sistemas cataliticos de
interesse, com vantagens sobre os métodos convencionais.
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25 de mar. de 2012
Construção e caracterização de um sistema de desbastamento iônico
Este trabalho trata do desenvolvimento de um equipamento de
desbastamento iônico aplicado ao afinamento de amostras para análise com
a técnica de microscopia eletrônica de transmissão (MET). A técnica de
MET é uma das mais importantes para a caracterização da microestrutura
de praticamente todas as classes de materiais sólidos. Contudo, esta
técnica requer amostras suficientemente finas (espessuras típicas da
ordem de 100 nm) para que os elétrons transmitidos proporcionem
informação relevante da microestrutura. Com exceção do sistema de vácuo,
todos os demais componentes do equipamento (fonte de íons, câmara de
vácuo, fonte de alta tensão e suporte mecânico das amostras) foram
construídos na UFRGS. O equipamento foi testado através da preparação de
amostras de silício. As amostras obtidas apresentam áreas de observação
amplas e suficientemente finas permitindo uma caracterização
microestrutural detalhada mesmo com feixes de elétrons acelerados com
potencial de 120 kV. Além disso, os valores de taxa de desbaste em torno
de 1,5 mm/h foram obtidos em amostras bombardeadas com íons de Ar+
acelerados com um potencial de 6 kV. Tais resultados mostram que o
equipamento tem uma performance semelhante a um equipamento comercial A
segunda contribuição do trabalho foi a de introduzir um estudo
sistemático sobre a formação de camadas amorfas e a produção de átomos
auto intersticiais dentro da região cristalina das amostras de silício.
Trata-se de um assunto atual pois tais efeitos ainda não são bem
conhecidos. Apesar do estudo ter sido realizado em um material
específico (Si), os resultados obtidos podem ser aproveitados como
modelo para outros materiais. A formação de camadas amorfas foi
caracterizada em função dos parâmetros: ângulo de incidência e energia
do feixe de íons de Ar+ e temperatura da amostra durante a irradiação. A
produção e/ou injeção de átomos auto intersticiais na região cristalina
foi estudada em função do ângulo de incidência e da energia do feixe de
íons. Os resultados mostram que a espessura da camada amorfa cresce com
o aumento da energia e do ângulo de incidência do feixe e com a
diminuição da temperatura do alvo. A taxa de produção de átomos
intersticiais dentro da região cristalina apresenta um máximo para
ângulos em torno de 15° independentemente da energia do feixe de íons.
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20 de mar. de 2012
Medida da perda de energia de moléculas da hidrogênio através da técnica MEIS
O estudo da interação de íons moleculares com a matéria tem sido alvo de
diversos trabalhos, tanto teóricos quanto experimentais, ao longo das
últimas décadas. Comparativamente ao que ocorre com íons monoatômicos,
os fenômenos envolvendo íons moleculares são mais complexos e não tão
bem compreendidos. No estudo da perda de energia, observam-se efeitos
moleculares que não ocorrem com íons monoatômicos. Além da força de
freamento, a perturbação que cada constituinte da molécula incidente
provoca nos elétrons do meio durante seu deslocamento afeta os demais
componentes da molécula original, fazendo com que estes experimentem uma
força extra. Este fenômeno é conhecido como efeito de interferência ou
vizinhança, e sua magnitude é considerável apenas nos instantes iniciais
da molécula dentro do alvo, enquanto os constituintes ainda estiverem
correlacionados. A influência deste efeito sobre os íons incidentes pode
ser verificada através da interação de íons moleculares com camadas
muito finas de um determinado alvo. Outro fenômeno observado na
interação de íons moleculares com a matéria é a chamada explosão
coulombiana, decorrente da força de repulsão que causa o progressivo
afastamento entre si dos constituintes da molécula após a perda de seus
elétrons nas primeiras camadas do material. Com base nestas
considerações, este trabalho se propõe a avaliar a perda de energia
eletrônica de feixes de H2+ e H3+ relativamente a feixes monoatômicos
(H+), incidentes sobre filmes ultrafinos de SiO2 (10-25 Å), crescidos
sobre um substrato de Si cristalino. Para tanto, utilizamos a técnica
MEIS (Medium Energy Ion Scattering) que permite a obtenção de espectros
de energia/profundidade destas camadas ultrafinas com alta resolução.
Com o auxílio de um software desenvolvido para a análise de espectros
provenientes de experimentos com a técnica MEIS, determinamos os fatores
de perda de energia eletrônica de íons H2+ e H3+ com relação a íons H+,
juntamente com uma análise do straggling de energia para estes
diferentes íons. Os experimentos foram realizados como função das
energias das partículas incidentes, cobrindo uma faixa de energias entre
40 e 150 keV/uma para íons H3+ e entre 40 e 200 keV/uma para íons H2+.
Os resultados mostram que a razão entre a perda de energia da molécula e
a soma da perda de energia de seus constituintes é cerca de 0.85 para
ambos H2+ e H3+ em energias abaixo de 80 keV/uma. Para as energias mais
altas (acima de 120 keV/uma), esta razão atinge aproximadamente 1.2 e
1.5 para H2+ e H3+ respectivamente. A região de transição ocorre entre
80 e 100 keV/uma, onde uma abrupta variação das razões das perdas de
energia é observada. Uma interpretação desses resultados em termos do
formalismo dielétrico mostrou-se adequada somente para energias acima de
100 keV/uma. Para mais baixas energias, efeitos não-lineares estão
presentes e o formalismo dielétrico tende a superestimar os resultados
experimentais. Além disso, tais cálculos mostraram a importância da
inclusão de excitações de plasmon na região acima de 100 keV/uma.
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13 de mar. de 2012
Nucleação e crescimento de grãos em filmes de Al nanoestruturados
A eletromigração é um dos principais problemas que limitam a vida útil
dos dispositivos microeletrônicos. Normalmente o que se utiliza na
indústria são interconexões feitas de filmes finos de Al e/ou Cu com
estrutura colunar. Em muitos casos o efeito da eletromigração leva ao
rompimento destas interconexões metálicas. Uma alternativa para reduzir
ou até mesmo eliminar este problema seria a utilização de interconexões
com estrutura diferente da colunar. Tomando este aspecto como motivação,
desenvolveu-se, neste trabalho, um estudo detalhado de um filme de Al
tipo mosaico formado por grãos nanoscópicos. Foram analisadas as
interfaces e fronteiras de grãos, bem como o comportamento do filme
quando submetido a diferentes tratamentos térmicos. Para isso foram
crescidos filmes de Al com estrutura tipo colunar e tipo mosaico. Ambos
foram depositados sobre óxido de Si utilizando a técnica de sputtering,
porém o processo de deposição de cada um desses filmes se deu de maneira
distinta. O tipo colunar foi crescido da maneira usual de deposição
contínua de filmes finos. A formação da estrutura tipo mosaico é o
resultado da deposição de uma camada seguida de um intervalo de tempo em
que o substrato não ficou sob a ação do plasma. Após este tempo a
deposição foi retomada. Este processo é repetido até obter-se o número
desejado de camadas. As temperaturas de recozimento variaram de 300 a
500oC e o tempo foi fixado em uma hora. A técnica de Retroespalhamento
Rutherford (RBS) foi utilizada para identificar os componentes das
amostras estudadas, a espessura da camada de SiO2 e do filme de Al e as
contaminações presentes. A técnica de Microscopia Eletrônica de
Transmissão (MET) permitiu caracterizar com riqueza de detalhes
fronteiras de grãos, interfaces e superfície das amostras. Também foi
possível medir a espessura do filme de Al e da camada de óxido, assim
como medir o tamanho dos grãos presentes nas amostras estudadas. Os
resultados obtidos com estas análises mostraram que os dois tipos de
filmes respondem de maneira diferente aos tratamentos térmicos. O filme
com estrutura de grãos colunares não apresentou alteração significativa
na largura média de suas colunas, que permaneceram com valores da ordem
de 80 nm, mesmo depois de recozido a 500oC por uma hora. No entanto, os
grãos de Al presentes no filme tipo mosaico parecem obedecer a dois
mecanismos distintos de crescimento. Para temperaturas de recozimento
até 462oC, os grãos aumentaram tridimensionalmente de tamanho, sendo
caracterizados por seus diâmetros efetivos que variaram de 27 a 54 nm.
Esta etapa do crescimento foi analisada considerando-se a teoria
clássica de crescimento de grãos descrita por uma lei temporal de
natureza parabólica. Para temperaturas acima deste valor, observou-se um
crescimento abrupto. A 462oC o filme perdeu a característica de mosaico
e passou a apresentar grãos com estrutura tendendo a colunar, atingindo
altura próxima à espessura do filme (200 nm). A 475oC os grãos
cresceram lateralmente, aumentando de 60 nm para valores médios da ordem
de 900 nm. Este tipo de crescimento anômalo de grãos também foi
verificado para temperatura de recozimento de 500oC e discutido em
termos da forma e da velocidade de movimento das fronteiras de grão. Uma
contribuição importante desta dissertação foi caracterizar e entender o
processo de se obter, a partir de grãos nanométricos, grãos grandes com
comprimentos da ordem de micrômetros. Este estudo pode contribuir
significativamente na busca de uma solução para o problema da
eletromigração em interconectores de circuitos integrados bem como em
outras áreas. Um exemplo seria a aplicação dos filmes tipo mosaico em
revestimentos duros e superduros.
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12 de mar. de 2012
Caracterização de nanoestruturas através da técnica MEIS
Espalhamento de íons de energia intermediária (MEIS) é uma técnica
analítica de feixe de íons que pode determinar quantitativamente
composições elbmentares e perfis I de profundidade com resolução
subnanométrica. Dessa maneira, MEIS pode ser uma poderosa ferramenta
para caracterização de nanopartículas, em partichlar das suas
composições internas, o que é dificilmente obtido por qualquer outra
técn~ca analítica. Para esse propósito, foi desenvolvido uma simulação
Monte Cado de espec~ros de MEIS que considera qualquer geometria e
distribuição de tamanhos das nanoestfuturas. Esse método também
considera a assimetria da distribuição da perda de ene~gia devido a uma
única colisão violenta, como a que ocorre no evento de
retroespalhaménto. Usando esse método, estudamos a influência da
geometria das nanopartículas, den~idade superficial, distribuição de
tamanhos e forma de linha da perda de energia nos espectros 2D (energia)
I e 3D (energia e ângulo) de MEIS. Os principais resultados desse
estudo podem ser resumidos como segre: i) observamos que a influência da
distribuição da perda de energia no espectro de MEIS é significativa
apenas para nanoestruturas pequenas (diâmetro < 10 nm) mas a
especificação da geometria correta das estruturas é significativa para
todos os tamanhos; ii) negligenciar a assimetria da perda de energia
devido à colisão de retroespalhamento pode resultar na interpretação de
uma falsa distribuição de tamanhos para nanopartículas pequenas; iii)
simulações para um exemplo hipotético de pequenas nanopartículas
esféricas de ZnSe mostram que a técnica MEIS é capaz de realizar perfil
de profundidade dentro das nano- I estruturas. Finalmente, medimos uma
amostra de nanopartículas de ouro, adsqrvidas sobre um filme
multicamadas de polieletrólitos fracos, a fim de obter a geometri e a
distribuição de nanopartículas de ouro por MEIS. Os resultados concordam
muito bem com a imagem obtida por microscopia eletrônica de transmissão
(TEM). Além disso, niostramos que os espectros de MEIS não podem ser
ajustados supondo um filme de ouro padrão.
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11 de mar. de 2012
Passivação da superfície do Germânio visando ao uso da nanoeletrônica
Investigamos a passivação superficial do Germânio visando ao uso em
Nanoeletrônica, que requer: (i) preparação de uma superfície plana e
isenta de contaminantes e (ii) crescimento ou deposição de um dielétrico
termodinamicamente estável em contato com o substrato nos ambientes e
temperaturas usuais na fabricação de dispositivos. Na primeira etapa do
estudo, testamos diferentes hidrácidos halogênicos associados com água
deionizada (DI) e soluções oxidantes para remover o óxido de germânio
nativo, invariavelmente formado quando da exposição do substrato ao
ambiente. Utilizando espectroscopia de fotoelétrons, observamos que HF,
HBr e HCl em alta concentração removem o óxido nativo, restando uma
pequena quantidade de O e C sobre a superfície. Oxigênio foi removido
com aquecimento em ultra-alto vácuo a 400°C durante 30 min, porém esse
procedimento não eliminou completamente o C. Verificamos que H2O2 oxida a
superfície, porém produz GeOx (x < 2), e DI remove GeO2, porém não
remove GeOx. O procedimento: (i) imersão em HF 40% durante 5 min e (ii)
jato de DI produz superfície livre de óxido e com rugosidade aceitável
para uso em nanoeletrônica. Na segunda etapa do estudo, partimos para
oxidação térmica do Ge e tratamentos térmicos pós-oxidação em ambientes
reativos (O2 e NH3) com vistas à formação de filmes finos dielétricos.
Utilizando espectrometria de retroespalhamento Rutherford e microscopia
de força atômica, observamos que oxidar o Ge em 100 mbar de O2 seco e
acima de 500°C provoca evidente sublimação do óxido. Análise com reações
nucleares combinadas com tratamento térmico em 18O2 evidenciou a
existência de defeitos na superfície do óxido e junto à interface com o
substrato; a nitretação proposta (120 mbar de 15NH3 durante 120 min a
500°C) incorpora pequena quantidade de N ao longo de toda a espessura do
óxido. Esses resultados, em particular no que se refere ao transporte
atômico de O e N, contribuem para a compreensão dos processos
potencialmente úteis do ponto de vista tecnológico, mas que na
literatura existente são apresentados de modo bastante divergente.
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10 de mar. de 2012
Propriedades físico-químicas de estruturas dielétrico/SiC e da camada interfacial formada
Nesta Dissertação, foram investigadas propriedades físico-químicas de
estruturas dielétrico/SiC e das camadas interfaciais formadas.
Utilizando análises por reação nuclear, verificou-se que a presença de
uma camada interfacial de oxicarbetos de silício, gerados durante a
oxidação térmica do SiC, e não removidos através de ataque químico por
via úmida, reduz a taxa de crescimento térmico de óxido sobre esse
substrato. O efeito da utilização de atmosfera contendo nitrogênio nas
características do dielétrico e na espessura da camada interfacial
formada foi investigado por análises com feixes de íons, Refletometria
de Raios-X e Espectroscopia de Fotoelétrons induzidos por Raios-X. Foi
observado que a incorporação de nitrogênio nas estruturas dielétrico/SiC
reduz a espessura da camada interfacial formada, o que foi relacionado
com a melhoria das propriedades elétricas dessas estruturas. A
investigação do transporte atômico de oxigênio e da estabilidade térmica
de filmes de óxido de alumínio depositados sobre SiC foi realizada
utilizando, principalmente, Espectroscopia de Fotoelétrons induzidos por
Raios-X e análise por reação nuclear. Observou-se que tratamentos
térmicos a temperaturas elevadas induzem à formação de SiO2 e de uma
camada interfacial entre os filmes de óxido de alumínio depositados e o
SiC, além de promoverem a cristalização e um aumento na densidade do
filme de Al2O3.
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7 de mar. de 2012
Propriedades físico-químicas de filmes finos de Al2O3 depositados por sputtering sobre Ge
Nesta dissertação, foram investigadas as propriedades físico-químicas de
filmes finos de óxido de alumínio (Al2O3). O Al2O3 foi depositado sobre
substratos germânio (Ge) e silício (Si) por magnetron sputtering
reativo, utilizando uma fonte DC pulsada, visando a produzir camadas com
baixas quantidades de OH e H2O, em comparação àquelas produzidas pelo
processo de deposição por camadas atômicas (ALD). Dados obtidos por
espectroscopia de fotoelétrons (XPS) e perfis de concentração obtidos
por reações nucleares ressonantes (NRP) evidenciaram a formação de uma
camada de GeO2 sobre os substratos de Ge, durante o processo de
deposição. Quando as amostras foram submetidas a tratamentos térmicos em
atmosferas de Ar e forming gas, foi verificada a redução desse óxido.
Foi observado que a camada de transição remanescente na interface é
constituída essencialmente de germanatos de alumínio. O efeito dos
principais contaminantes introduzidos pela técnica de ALD (água e/ou
grupos hidroxila) foi investigado por meio de tratamentos térmicos em
atmosferas de oxigênio (O2) e vapor d’água. Dados de NRP mostraram que a
incorporação de O aumenta com a temperatura de tratamento e depende do
gás empregado. Também observou-se que o O proveniente da fase gasosa
interage fortemente com o substrato semicondutor de Ge, efeito não
observado nas amostras de Si. Análises com técnicas por espalhamento de
íons evidenciaram um aumento na concentração de Ge dentro da camada de
Al2O3 e na superfície das amostras, efeito associado à oxidação do
substrato de Ge. Essas observações podem ser explicadas pela dessorção
de GeO resultante de reações químicas que ocorrem na interface
dielétrico/substrato.
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6 de mar. de 2012
Influência de bolhas de hélio e da microestrutura sobre a evolução térmica de filmes de alumínio implantados com cobre
Este trabalho apresenta os resultados de um estudo sistemático sobre as
influências do tamanho de grão de filmes finos de Al e da implantação de
íons de He sobre a evolução térmica de distribuições de átomos de Cu e
formação de precipitados de Al-Cu. Filmes finos de Al depositados sobre
substrato de SiO2/Si através de dois processos diferentes foram
implantados com íons de Cu+ e He+ produzindo uma solução sólida
supersaturada de Al-Cu (≈ 2,5 a 3,5 at. %) e nano-bolhas de He. Os
valores de energia dos íons foram escolhidos de tal forma a produzirem
uma camada rica em Cu e He na região a aproximadamente 100nm da
superfície. Tais filmes foram tratados termicamente em alto-vácuo nas
temperaturas de 200ºC e 280ºC por tempos de 0,5h e 2h. Os filmes foram
analisados por Retroespalhamento Rutherford, para determinação do perfil
de concentração dos átomos de Cu, e por Microscopia Eletrônica de
Transmissão, para determinação da microestrutura do Al e dos sistemas de
nano-partículas Al-Cu e Al-He. Os resultados experimentais mostraram
que a evolução térmica da distribuição dos átomos de Cu e a formação de
precipitados de Al-Cu são significativamente afetadas pela configuração e
tamanho de grão do filme de Al e pelas implantações de He. O presente
estudo mostrou que existe uma forte correlação entre o fluxo de
vacâncias e a estabilidade da microestrutura de filmes finos de Al
(Al/SiO2/Si) implantados com íons de Cu+ e He+ e tratados termicamente. A
possibilidade de controlar os fluxos de vacâncias através de
configurações da microestrutura dos filmes de Al é, portanto, um tema de
grande interesse tecnológico relacionado a durabilidade das
interconexões metálicas de dispositivos microeletrônicos.
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5 de mar. de 2012
Caracterização de Fe granular em matriz de Al/sub 2/O/sub 3/
Neste trabalho é apresentada a caracterização de amostras de filmes
finos granulares de Fe- Al2O3, obtidas por evaporação em ultra alto
vácuo. Duas amostras com composições diferentes foram obtidas. A
espectroscopia de Espalhamento de Rutherford (Rutherford Backscattering
Spectroscopy - RBS) foi utilizada para determinar a fração volumétrica
de metal e a espessura das amostras, cujos valores obtidos foram 43% e
34% respectivamente. A morfologia das amostras foi investigada por
difração de raios-x a qual mostrou a existência de grãos de ferro com
30Å de diâmetro e orientação cristalina preferencial (110) embebidos em
uma matriz amorfa de Al2O3. As medidas de magnetização também mostraram
que as duas amostras apresentavam uma distribuição de tamanhos de grão
de ferro com valor médio de 24Å, estando de acordo com os resultados
obtidos por difração de raios-x. A magneto-resistência observada em
temperatura ambiente pode ser explicada pelo tunelamento dependente de
spin dos elétrons de condução entre os grãos de ferro. Os resultados das
medidas de RxT e IxV mostraram que o principal mecanismo de transporte
foi o tunelamento termicamente ativado, o que está de acordo com a
teoria apresentada por Abeles.
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1 de mar. de 2012
Síntese de catalisadores metalocênicos suportados para polimerização de eteno empregando sílicas híbridas contendo o grupamento indenil
Neste trabalho foi estudada a síntese de materiais híbridos
indenilpropilsílica, empregando indeno como precursor orgânico, através
do método sol-gel, visando a obtenção deste ligante heterogeneizado em
sílica para sua utilização na síntese de metalocenos suportados para a
produção de polietileno linear. Em um primeiro momento, obteve-se os
materiais híbridos indenilpropilsílica, variando-se as condições de
síntese, como natureza do catalisador empregado (HF ou NH4OH),
quantidade de precursor orgânico adicionado (6 ou 10 mmol), e tempo
reacional de refluxo (2, 4 ou 6 h). Os materiais foram caracterizados
por Análise Elementar (CHN), Análise Termogravimétrica (TGA),
Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Difração de Raios X (DRX) e
por Adsorção e Dessorção de Nitrogênio. Estes materiais foram
convenientemente tratados e reagidos com o aducto ZrCl4·2THF, para a
formação dos catalisadores metalocênicos suportados. Para a determinação
do teor de metal dos catalisadores obtidos utilizou-se a Espectroscopia
de Retroespalhamento Rutherford (RBS). O teor de metal obtido nos
catalisadores variou de 0,16 à 2,45 mmol Zr/g-catalisador. Os
metalocenos suportados foram testados em reações de polimerização de
eteno variando-se a quantidade de catalisador adicionado no sistema, a
pressão, a temperatura e a razão Al/Zr. Foi possível a obtenção de
polietileno mesmo em razões Al/Zr muito baixas. Os polímeros obtidos
foram analisados por Calorimetria Diferencial de Varredura (DSC) e por
TGA, apresentando características de polietileno de alto peso molecular,
com elevada temperatura de fusão cristalina (Tm) e grau de
cristalinidade (χc).
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29 de fev. de 2012
Preparação de sílica organofuncionalizada à base de zircônia e estudos de adsorção de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e pesticidas organoclorados
O trabalho realizado conjuga informações de preparação e caracterização
de materiais à base de sílica, com avaliação de possível aplicação
potencial na área de química analítica ambiental. As sílicas
organofuncionalizadas foram preparadas segundo 2 métodos: grafting e
sol-gel. Os 4 sólidos obtidos por grafting diferem essencialmente na
natureza da esfera de coordenação em torno do centro metálico (átomo de
zircônio), enquanto que os 2 sólidos obtidos pelo processo sol-gel são
sólidos híbridos, contendo ligantes indenil, grupos silanóis e etóxidos
na superfície, diferindo entre si pela presença de centro metálico. Os
teores de metal, determinados por RBS, nas sílicas organofuncionalizadas
ficaram em torno de 0,3 % para os sólidos preparados por grafting e 4,5
%,no caso, do sólido preparado por sol-gel. A análise por DRIFTS
confirmou a presença dos ligantes orgânicos e, ainda, grupos silanóis
residuais nos adsorventes preparados por grafting. A capacidade de
adsorção das sílicas organofuncionalizadas foi avaliada frente a duas
famílias de compostos: HPAs e pesticidas organoclorados. A identificação
e quantificação dos HPAs foi conduzida através de cromatografia gasosa
com detector seletivo de massas. Os resultados da capacidade de adsorção
para os 16 HPAs prioritários não foram quantitativamente considerados
satisfatórios, em parte devido à dificuldade de solubilidade em água. A
determinação quantitativa da eficiência dos adsorventes sólidos, na
pré-concentração/extração dos pesticidas organoclorados, foi realizada
através da cromatografia gasosa com detector de captura de elétrons. Os
resultados de recuperação, para os compostos organoclorados: heptacloro
epóxido, dieldrin e endrin foram considerados satisfatórios e em
concordância com valores encontrados com o adsorvente comercial LC-18. O
lindano apresentou boa recuperação especificadamente nos adsorventes
preparados por sol-gel. De uma forma geral, os resultados indicam a
possibilidade de utilização futura dos adsorventes sólidos preparados em
protocolos de pré-concentração/extração de organoclorados a nível de
traços.
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25 de fev. de 2012
Junções rasas em Si e SIMOX
Foi estudado o comportamento do As (dopante tipo n) em dois tipos
diferentes de substratos de Si: bulk e SIMOX (Separation by IMplanted
OXygen). Ambos os substratos receberam uma implantação de 5x1014 cm-2 de
As+ com energia de 20 keV. Após as implantações, as amostras foram
recozidas por um dos dois processos a seguir: recozimento rápido (RTA,
Rapid Thermal Annealing) ou convencional (FA, Furnace Annealing). A
caracterização física e elétrica foi feita através do uso de diversas
técnicas: SIMS (Secondary Ion Mass Spectrometry), RBS (Rutherford
Backscattering Spectrometry), MEIS (Medium Energy Ion Scattering),
medidas de resistência de folha, medidas Hall e medidas de perfil de
portadores por oxidação anódica. Na comparação entre os substratos
SIMOX e Si bulk, os resultados indicaram que o SIMOX se mostrou superior
ao Si bulk em todos os aspectos, ou seja, menor concentração de
defeitos e menor perda de dopantes para a atmosfera após os
recozimentos, maior concentração de portadores e menor resistência de
folha. A substitucionalidade do As foi maior no SIMOX após RTA, mas
semelhante nos dois substratos após FA. Na comparação entre RTA e FA, o
primeiro método se mostrou mais eficiente em todos os aspectos
mencionados acima. As explicações para o comportamento observado foram
atribuídas à presença de maior concentração de vacâncias no SIMOX do que
no Si bulk e à interação destas vacâncias com os dopantes.
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Estudo da estabilidade termodinâmica de filmes ultrafinos de HfO/sub 2/ sobre Si
O presente estudo relata a composição, transporte atômico, estabilidade
termodinâmica e as reações químicas durante tratamentos térmicos em
atmosfera de argônio e oxigênio, de filmes ultrafinos de HfO2
depositados pelo método de deposição química de organometálicos na fase
vapor (MOCVD) sobre Si, contendo uma camada interfacial oxinitretada em
NO (óxido nítrico). A caracterização foi realizada utilizando-se
técnicas de análise por feixes de íons e espectroscopia de fotoelétrons
excitados por raios-X (XPS). Também foram realizadas medidas elétricas
sobre os filmes. Os estudos indicaram que esta estrutura é
essencialmente estável aos tratamentos térmicos quando é feito um
pré-tratamento térmico em atmosfera inerte de argônio, antes de
tratamento em atmosfera reativa de oxigênio, exibindo uma maior
resistência à incorporação de oxigênio do que quando foi diretamente
exposta à atmosfera de oxigênio. Tal estabilidade é atribuída a um
sinergismo entre as propriedades do sistema HfO2/Si e a barreira à
difusão de oxigênio constituída pela camada interfacial oxinitretada. A
composição química dos filmes após os tratamentos térmicos é bastante
complexa, indicando que a interface entre o filme e o substrato tem uma
composição do tipo HfSixOyNz. Foi observada a migração de Hf para dentro
do substrato de Si, podendo esta ser a causa de degradação das
características elétricas do filme.
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22 de fev. de 2012
Medidas do poder de freamento de íons de He e Li em filmes de Zn
Neste trabalho, medimos a perda de energia de íons de He e Li em Zn, com
energias que vão de 400 keV a 7 MeV, no primeiro caso, e de 300 keV a 5
MeV, no segundo. Usamos a técnica de retroespalhamento de Rutherford
com amostras do tipo Au(100Å)\Zn\Au(100Å)\Si, com camadas de Zn de
espessuras de 460 Å, 750 Å e 1500 Å. Sendo o Zn o metal de transição com
o maior deslocamento de energia entre as camadas 4s e 3d, ele é o alvo
ideal para estudar a relação entre o poder de freamento e a velocidade
do íon a baixas energias. Para ambos os tipos de projétil consegue-se
observar a relação de proporcionalidade entre a perda de energia e a
velocidade do íon incidente, como previstos pelas teorias existentes.
Por outro lado, encontrou-se que, para íons de He incidindo a baixas
energias (E < 800keV) em Zn, a curva do poder de freamento está em
perfeito acordo com os resultados obtidos utilizando o método de
transmissão por N. Arista et al. Para altas energias (E > 800keV), os
resultados estão em bom acordo com o cálculo feito pela subrotina RSTOP
do programa Transport of Ions in Matter (TRIM). No caso dos íons de
Li, as medições de perda de energia foram realizadas num alvo de Zn pela
primeira vez. Esses resultados se mostraram em bom acordo com a
previsão da subrotina RSTOP de Ziegler te al e com a fórmula universal
de Kalbitzer. Esse acordo ocorre para todo o intervalo de energia
estudado.
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20 de fev. de 2012
Estudos da formação, estabilidade e ordenamento da fase gamma FeSi 2 produzida pela técnica de implantação iônica
No presente trabalho implantamos íons de Fe em amostras de Si que são
subseqüentemente recristalizadas pela técnica Cristalização Epitaxial
Induzida por Feixe de íons (IBIEC). Quatro técnicas de análise (RBS,
Canalização, Mõssbauer e TEM) foram utilizadas a fim de estudar os
seguintes aspectos: a) fases formadas pela técnica IBIEC em função da
concentração de Fe implantado; b) estabilidade térmica dos precipitados
-y-FeSi2; c) caracterização da fase -y-FeSi2 pela técnica Mõssbauer e a
existência ou não de um carácter magnético para esta fase. Nossos
experimentos mostraram os seguintes resultados. Em baixa concentração de
Fe (C<llat.%) somente a fase -y-FeSi2 é formada. No entanto, quando
uma concentração crítica é atingida (llat.%), então a fase a também é
verificada. Finalmente, uma coexistência de três fases (fases -y, a e
,3-FeSi2) é observada se a concentração de Fe é maior que 2lat.%. Este é
um fenômeno singular uma vez que a fase -y é metaestável e a fase a é
estável somente em temperaturas mais elevadas que ,950°C (o processo
IBIEC é realizado em 320°C). Os experimentos de estabilidade térmica
mostraram que a fase 7-FeSi2 é estável entre 600°C e 730°C, sendo a
temperatura exata uma função da concentração de Fe implantado.
Concluiu-se que a estabilidade da fase y é sustentada pelo pequeno
tamanho dos precipitados de FeSi2 (< 10 nm). Além disso, a
transformação y --+ /3 é devida ao aumento de tamanho dos precipitados
baseado no mecanismo de crescimento de Ostwald. Os experimentos
Mõssbauer mostraram que a fase fase -y-FeSi2 não é magnética. Esta
característica foi deduzida de medidas realizadas em 4 K, que não
mostram qualquer evidência de desdobramento magnético no espectro
Mõssbauer. Medidas em temperatura ambiente indicam que a fase -y-FeSi2 é
desordenada. No entanto, após recozimentos adicionais, observou-se
pela primeira vez um singleto no espectro, além do dubleto original.
Mostrou-se que o singleto caracteriza a fase -y ordenada (condizente com
a sua estrutura cúbica) enquanto que o dubleto corresponde àquela com
defeitos (a interface FeSi2 /Si provavelmente também deve ser
considerada como "defeito"). Nós gostaríamos de enfatizar que medidas
prévias, onde o processo de recristalização era unicamente térmico (SPE e
RTA), falharam na obtenção da fase -y-FeSi2. Nós então tentamos
justificar porque a técnica IBIEC é tão especial para produzir, de uma
maneira seletiva, a fase -y-FeSi2. Por último, propõe-se um modelo
microscópico para a precipitação -y-FeSi2 por IBIEC.
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