O silício (Si) é o material mais utilizado na fabricação de dispositivos
microeletrônicos e fotovoltaicos devido às suas excelentes propriedades
físicas e ao alto grau de desenvolvimento das tecnologias de produção
alcançadas pela indústria. Conseqüentemente, materiais compatíveis com o
Si são alternativas importantes para ampliar o desempenho e a
funcionalidade das próximas gerações de dispositivos. O principal
objetivo desse trabalho foi estudar sistematicamente a formação de
nanopartículas de Sn e de PbSe via implantação iônica seguida de
tratamentos térmicos (síntese por feixe de íons), em substrato de
silício com orientação (100). Três tipos de substratos foram
considerados: substrato sem defeitos, substratos contendo sistemas de
bolhas de Ne e substratos contendo cavidades vazias. A formação de
nanopartículas de estanho (Sn) foi tomada como caso modelo para otimizar
os parâmetros do processo de síntese por feixe de íons. O sistema
composto PbSe é interessante por ser semicondutor de gap direto, sendo
potencialmente útil para o desenvolvimento de dispositivos
optoeletrônicos e fotovoltaicos integrados com o Si. A caracterização
estrutural das amostras foi realizada através de técnicas de análise por
feixes de íons, como o Retroespalhamento Rutherford (RBS), RBS em
direção canalizada, detecção de partículas por recuo elástico (ERD) e
através da técnica de Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM). Os
principais pontos estudados foram: (i) os efeitos sobre o processo de
síntese de nanoppartículas causados pela amorfização da matriz durante a
implantação de íons de Sn+, Pb+ e Se+; (ii) o desenvolvimento de
estratégias de como evitar a amorfização através do aquecimento do
substrato; (iii) a perda de material implantado durante tratamentos
térmicos de alta temperatura realizados após a implantação; (iv) a
decomposição de cavidades e de bolhas e das próprias nanopartículas
inerente ao auto-bombardeamento iônico durante as implantações; (v) o
processo de nucleação de precipitados em sítios heterogêneos como
discordâncias, cavidades e bolhas; (vi) e a formação de nanopartículas
em diferentes tipos de substrato. Através da implantação de elementos
muito pouco solúveis em uma matriz, espera-se a formação de
nanopartículas dispersas de uma segunda fase pura (sem reagir com
elementos da matriz). Neste sentido, os resultados obtidos são
interessantes. Primeiro, no caso do Sn, apresentamos evidências da
formação de estruturas nanoscópicas de alta estabilidade térmica,
afetando o processo de nucleação e formação das fases α-Sn
(semicondutora) ou β-Sn (metálica) usuais para sistemas massivos.
Obtivemos a formação preferencial da fase β-Sn, e não obtivemos
evidência da formação de ligas Sn-Si ou a fase α-Sn que podem ser
obtidas através de processos de não equilíbrio como a co-deposição por
epitaxia de feixe molecular. Por outro lado, no caso da co-implantação
com íons de Pb+ e Se+, os resultados mostram ser possível formar
sistemas dispersos de nanopartículas de PbSe com estequiometria e
estruturas previstas em diagrama de equilíbrio para sistemas massivos.
Por fim, a presença de cavidades e bolhas, apesar de influenciar na
distribuição em tamanho das nanopartículas, não representa uma vantagem
específica como centro de segregação e nucleação preferencial de
impurezas no Si. Isso contradiz conceitos da literatura referentes ao
aprisionamento de impurezas bolhas ou cavidades, usualmente considerados
como técnicas para purificação de matriz, e aplicados na confecção de
dispositivos microeletrônicos e fotovoltaicos.
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Bem vindo ao blog de discussões referentes à análise e modificação de materiais por feixes iônicos e suas contribuições nas diversas áreas da Ciência.
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31 de mar. de 2012
22 de mar. de 2012
Estudo das modificações microestruturais e mecânicas de filmes de a-C:H, a-C:N:H: e a-C:F:H irradiados com íons de N/sup +/ e Xe/sup ++/
Nesse trabalho foram estudados os efeitos da irradiação iônica em filmes
de carbono amorfo hidrogenado, sem (a-C:H) e com a presença de N e F
(a-C:N:H e a-C:F:H, respectivamente). Os filmes foram crescidos através
da técnica de Deposição Química na Fase Vapor Assistida por Plasma. Após
a deposição, os filmes foram irradiados com N+ a 400 keV e Xe++ a 800
keV. Esses íons e suas energias foram escolhidos de modo que nas
irradiações com N+ e Xe++ predomine o poder de predomine o poder de
freamento eletrônico e nuclear, respectivamente. Alterações nas
propriedades estruturais, ópticas e mecânicas foram investigadas através
das técnicas de perfilometria, espectroscopia Raman, espectroscopia na
região do infravermelho próximo, visível e ultravioleta, nanoindentação e
técnicas de análise por feixe de íons (análises por retroespalhamento
de Rutherford e análise por reação nuclear). Os resultados revelam que a
irradiação causa um decréscimo na concentração atômica de H em todas as
amostras, e na concentração de F nas amostras de a-C:F:H. Não foram
verificadas alterações na concentração de N nos filmes de a-C:N:H. Os
espectros Raman e as medidas do gap de Tauc revelam que a irradiação
provoca um decréscimo na concentração de estados sp3, devido à conversão
C-sp3 → C-sp2. Após as máximas fluências de irradiação, independente
do íon precursor, todos os filmes apresentam uma estrutura amorfa
rígida, composta com 95 a 100 % de estados sp2. Geralmente, como prevê o
modelo de “clusters”, fases sp2 são planares e apresentam baixos
valores de dureza. Ao contrário, nossos resultados mostram que após as
maiores fluências de irradiação todos os filme combinam boas
propriedades mecânicas e tensão interna nula. A rigidez da estrutura
resulta do elevado grau de distorção angular nas ligações carbono sp2, o
que permite a formação de anéis não hexagonais, como pentágonos e
heptágonos, possibilitando a formação de sítios curvos, criando uma
estrutura tridimensional. Além disso, com a redução dos estados sp3
obtivemos estruturas não usuais. Filmes de carbono amorfo tipicamente
apresentam elevados valores de dureza e tensão interna compressiva, o
que limita a espessura máxima do filme, prejudica sua adesão sobre
determinados substratos e torna o filme suscetível à falhas mecânicas
por delaminação. Através da irradiação iônica foi possível a formação de
novas fases metaestáveis combinando elevada dureza e tensão interna
nula, ou seja, uma nova classe de materiais com grande potencial
tecnológico.
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21 de mar. de 2012
Novas fases amorfas de carbono produzidas por irradiação iônica de filmes de C/sub 60/, [alfa]-C e [alfa]-C:H
Neste trabalho estuda-se a formação de novas fases de carbono amorfo
através da irradiação iônica de filmes de fulereno, a-C e a-C:H
polimérico. Os efeitos da irradiação iônica na modificação das
propriedades ópticas e mecânicas dos filmes de carbono irradiados são
analisados de forma correlacionada com as alterações estruturais a nivel
atômico. O estudo envolve tanto a análise dos danos induzidos no
fulereno pela irradiação iônica a baixas fluências, correspondendo a
baixas densidades de energia depositada, quanto a investigação das
propriedades físico-químicas das fases amorfas obtidas após irradiações
dos filmes de fulereno, a-C e a-C:H com altas densidades de energia
depositada. As propriedades ópticas, mecânicas e estruturais das
amostras são analisadas através de técnicas de espectroscopia Raman e
infravermelho, espectrofotometria UV-VIS-NIR, microscopias ópticas e de
força atômica, nanoindentação e técnicas de análise por feixe de íons,
tais como retroespalhamento Rutherford e análises por reação nuclear. As
irradiações produzem profundas modificações nas amostras de fulereno,
a-C e a-C:H, e por conseqüência significativas alterações em suas
propriedades ópticas e mecânicas. Após máximas fluências de irradiação
fases amorfas rígidas (com dureza de 14 e 17 GPa) e com baixos gaps
ópticos (0,2 e 0,5 eV) são formadas. Estas estruturas não usuais
correspondem a arranjos atômicos com 90 a 100% de estados sp2 Em geral
fases sp2 são planares e apresentam baixa dureza, como predito pelo
modelo de “cluster”. Entretanto, os resultados experimentais mostram que
as propriedades elásticas das novas fases formadas são alcançadas
através da criação de uma estrutura sp2 tridimensional. A indução de
altas distorções angulares, através da irradiação iônica, possibilita a
formação de anéis de carbono não hexagonais, tais como pentágonos e
heptágonos, permitindo assim a curvatura da estrutura. Utilizando um
modelo de contagem de vínculos é feita uma análise comparativa entre a
topologia (estrutura geométrica) de ligações C-sp2 e as propriedades
nanomecânicas. São comparados os efeitos de estruturas sp2 planares e
tridimensionais (aleatórias) no processo de contagem de vínculos e,
conseqüentemente, nas propriedades elásticas de cada sistema. Os
resultados mostram que as boas propriedades mecânicas das novas fases de
carbono formadas seguem as predições do modelo de vínculos para uma
rede atômica sp2 tridimensional. A formação de uma fase amorfa dura e
100% sp2 representa uma importante conquista na procura de novas
estruturas rígidas de carbono. A síntese da estrutura desordenada sp2
tridimensional e vinculada aqui apresentada é bastante incomum na
literatura. O presente trabalho mostra que o processo de não-equilíbrio
de deposição de energia durante a irradiação iônica permite a formação
de distorções angulares nas ligações sp2-C, possibilitando a criação de
estruturas grafíticas tridimensionais.
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23 de fev. de 2012
Caracterização da implantação de Ne em Si (100)
Esta tese apresenta um estudo sistemático sobre a formação e evolução do
sistema de bolhas, cavidades e defeitos gerados pela implantação de Ne
em Si monocristalino. A implantação de gases inertes em Si tem sido
explorada com o objetivo de modificar a microestrutura potencializando
aplicações para aprisionamento de impurezas, corte preciso, relaxação de
estruturas, entre outras. A maior parte dos trabalhos conhecidos na
literatura considera a implantação de He ou uma combinação de He e H em
Si. Nessa tese serão explorados os efeitos da implantação de Ne em Si e
as modificações estruturais ocasionadas quando parâmetros de implantação
e de tratamentos térmicos posteriores são variados. Os estudos foram
realizados considerando: i) substrato mantido à temperatura ambiente e
com diferentes fluências de implantação, ii) substrato mantido em 250°C e
diversas fluências, e iii) mais altas temperaturas de implantação e
fluência fixa. Após tratamentos térmicos investigou-se como os defeitos
pontuais formam defeitos estendidos e a sua evolução para discordâncias.
A comparação entre as técnicas de implantação com feixe de íons
monoenergéticos e plasma de íons de Ne, também foi investigada. O estudo
apresenta uma descrição detalhada das interações entre o sistema de
bolhas e defeitos pontuais e estendidos. Esse estudo foi feito
utilizando as técnicas de espectroscopia de retroespalhamento de
Rutherford (RBS/C) e microscopia eletrônica de transmissão (TEM), bem
como com a técnica de espalhamento de raios X em incidência de ângulo
rasante (GISAXS) para investigar a morfologia do sistema de bolhas. O
conteúdo de gás no sistema foi estudado com as técnicas de
espectroscopia de dispersão em comprimento de onda (WDS) e detecção do
recuo elástico (ERD). O valor experimental do conteúdo foi comparado com
o volume livre existente no sistema de bolhas considerando modelos de
equilíbrio termodinâmico e a equação de estado de gás ideal e gás real.
Além disso, a evolução do sistema de bolhas foi discutida em termos das
características de distribuição em tamanhos. Os principais resultados
permitiram concluir que: i) mesmo em altas temperaturas de implantação e
recozimento ocorre a presença de bolhas, ii) o conteúdo de gás se
conserva, iii) esta conservação implica que as bolhas estão
superpressurizadas ou é necessário adotar um maior valor para a
densidade de energia de interface, ou ainda, que além das bolhas o gás
pode estar dissolvido na matriz. As bolhas e os defeitos interagem entre
si, e a presença do gás nas amostras também afeta diretamente o
crescimento das mesmas. Das imagens de TEM que mostram as diferentes
distribuições em tamanhos das bolhas em função da profundidade
verificou-se a perda de memória dos processos de nucleação e crescimento
das bolhas após tratamentos térmicos. Tal perda é associada ao tamanho
médio atingido pelas bolhas após tratamentos térmicos que mostra ser
independente do sistema inicial, após implantações a diferentes
temperaturas. Este estudo permitiu, portanto, desenvolver uma visão mais
abrangente da evolução da microestrutura de amostras de Si implantadas
com Ne e discutiu os processos de formação e dissolução de defeitos no
Si.
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20 de fev. de 2012
Estudos da formação, estabilidade e ordenamento da fase gamma FeSi 2 produzida pela técnica de implantação iônica
No presente trabalho implantamos íons de Fe em amostras de Si que são
subseqüentemente recristalizadas pela técnica Cristalização Epitaxial
Induzida por Feixe de íons (IBIEC). Quatro técnicas de análise (RBS,
Canalização, Mõssbauer e TEM) foram utilizadas a fim de estudar os
seguintes aspectos: a) fases formadas pela técnica IBIEC em função da
concentração de Fe implantado; b) estabilidade térmica dos precipitados
-y-FeSi2; c) caracterização da fase -y-FeSi2 pela técnica Mõssbauer e a
existência ou não de um carácter magnético para esta fase. Nossos
experimentos mostraram os seguintes resultados. Em baixa concentração de
Fe (C<llat.%) somente a fase -y-FeSi2 é formada. No entanto, quando
uma concentração crítica é atingida (llat.%), então a fase a também é
verificada. Finalmente, uma coexistência de três fases (fases -y, a e
,3-FeSi2) é observada se a concentração de Fe é maior que 2lat.%. Este é
um fenômeno singular uma vez que a fase -y é metaestável e a fase a é
estável somente em temperaturas mais elevadas que ,950°C (o processo
IBIEC é realizado em 320°C). Os experimentos de estabilidade térmica
mostraram que a fase 7-FeSi2 é estável entre 600°C e 730°C, sendo a
temperatura exata uma função da concentração de Fe implantado.
Concluiu-se que a estabilidade da fase y é sustentada pelo pequeno
tamanho dos precipitados de FeSi2 (< 10 nm). Além disso, a
transformação y --+ /3 é devida ao aumento de tamanho dos precipitados
baseado no mecanismo de crescimento de Ostwald. Os experimentos
Mõssbauer mostraram que a fase fase -y-FeSi2 não é magnética. Esta
característica foi deduzida de medidas realizadas em 4 K, que não
mostram qualquer evidência de desdobramento magnético no espectro
Mõssbauer. Medidas em temperatura ambiente indicam que a fase -y-FeSi2 é
desordenada. No entanto, após recozimentos adicionais, observou-se
pela primeira vez um singleto no espectro, além do dubleto original.
Mostrou-se que o singleto caracteriza a fase -y ordenada (condizente com
a sua estrutura cúbica) enquanto que o dubleto corresponde àquela com
defeitos (a interface FeSi2 /Si provavelmente também deve ser
considerada como "defeito"). Nós gostaríamos de enfatizar que medidas
prévias, onde o processo de recristalização era unicamente térmico (SPE e
RTA), falharam na obtenção da fase -y-FeSi2. Nós então tentamos
justificar porque a técnica IBIEC é tão especial para produzir, de uma
maneira seletiva, a fase -y-FeSi2. Por último, propõe-se um modelo
microscópico para a precipitação -y-FeSi2 por IBIEC.
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18 de fev. de 2012
Feixes de íons para estudos de danos a semi-condutores
Nossa tecnologia atual depende de satélites, seja para transmitir a final do mundial interclubes ao vivo, direto do Japão, seja para tornar possível o uso do GPS, cada vez mais presente, porém o ambiente aeroespacial é muito diferente do ambiente na superfície terrestre, lá os níveis de radiação são muito mais altos do que na superfície.
a maioria dos satélites em funcionamento se situam na chamada órbita baixa, que é entorno de 400Km de altitude, nessa região estão o telescópio Hubble e a estação espacial internacional, e é protegida de uma maior incidência de radiação ionizante pela magnetosfera terrestre, para órbitas superiores, tais como a geossíncrona, a 35000Km de altura, essa região é importante para a comunicação, e sujeita a altas doses de radiação.
Um íon de alta energia, ao atingir um semicondutor, pode alterar os estados lógicos, alterando zeros em uns e vice-versa, causando travamentos, tais erros são os soft-errors, em que a reinicialização do sistema resolve, ou pode danificar a rede cristalina de forma irreversível, inutilizando o satélite, tal evento é chamada de hard-error, e todo componente eletrônico está sujeito a esses eventos.
Cada componente eletrônico, antes de ser utilizado em um satélite deve passar por testes que comprovem sua resistência a altas doses de radiação, particularmente importante para satélites geossíncronos, que precisam funcionar por anos, para esses testes são utilizados aceleradores de partículas, indo desde os de baixa energia como os presentes no LAMFI-SP e Pelletron localizados na Universidade de São Paulo, como os de média energia, localizados nos Estados Unidos e Europa.
Os aceleradores de partículas são capazes de produzir um feixe de íons com energias compatíveis com as encontradas no ambiente espacial, em especial, com energias semelhantes ás encontradas em uma erupção solar.
Com o uso dos aceleradores, é possível aplicar doses de radiação muito mais altas do que no espaço próximo, realizando em poucas horas um teste que equivale a anos no espaço, se o semicondutor sobreviver, ele é considerado apto a ser utilizado no satélite.
Mesmo computadores e celulares localizados na superfície terrestre estão sujeitos a radiação ionizante, a magnetosfera e a atmosfera terrestre bloqueia grande parte dessa radiação, porém uma pequena parte consegue atravessar e atingir a superfície.
Com a contínua miniaturização dos componentes eletrônicos, mesmo a radiação natural pode representar riscos a nossa sociedade tecnológica, afinal ninguém que os uns associadas a sua conta bancária seja substituídos por zeros em um servidor do banco devido a uma radiação ionizante. O que faz com que fique cada vez mais importante esse estudo, utilizando feixes de íons gerados por aceleradores.
Para saber mais clique aqui.
a maioria dos satélites em funcionamento se situam na chamada órbita baixa, que é entorno de 400Km de altitude, nessa região estão o telescópio Hubble e a estação espacial internacional, e é protegida de uma maior incidência de radiação ionizante pela magnetosfera terrestre, para órbitas superiores, tais como a geossíncrona, a 35000Km de altura, essa região é importante para a comunicação, e sujeita a altas doses de radiação.
Um íon de alta energia, ao atingir um semicondutor, pode alterar os estados lógicos, alterando zeros em uns e vice-versa, causando travamentos, tais erros são os soft-errors, em que a reinicialização do sistema resolve, ou pode danificar a rede cristalina de forma irreversível, inutilizando o satélite, tal evento é chamada de hard-error, e todo componente eletrônico está sujeito a esses eventos.
Cada componente eletrônico, antes de ser utilizado em um satélite deve passar por testes que comprovem sua resistência a altas doses de radiação, particularmente importante para satélites geossíncronos, que precisam funcionar por anos, para esses testes são utilizados aceleradores de partículas, indo desde os de baixa energia como os presentes no LAMFI-SP e Pelletron localizados na Universidade de São Paulo, como os de média energia, localizados nos Estados Unidos e Europa.
Os aceleradores de partículas são capazes de produzir um feixe de íons com energias compatíveis com as encontradas no ambiente espacial, em especial, com energias semelhantes ás encontradas em uma erupção solar.
Com o uso dos aceleradores, é possível aplicar doses de radiação muito mais altas do que no espaço próximo, realizando em poucas horas um teste que equivale a anos no espaço, se o semicondutor sobreviver, ele é considerado apto a ser utilizado no satélite.
Mesmo computadores e celulares localizados na superfície terrestre estão sujeitos a radiação ionizante, a magnetosfera e a atmosfera terrestre bloqueia grande parte dessa radiação, porém uma pequena parte consegue atravessar e atingir a superfície.
Com a contínua miniaturização dos componentes eletrônicos, mesmo a radiação natural pode representar riscos a nossa sociedade tecnológica, afinal ninguém que os uns associadas a sua conta bancária seja substituídos por zeros em um servidor do banco devido a uma radiação ionizante. O que faz com que fique cada vez mais importante esse estudo, utilizando feixes de íons gerados por aceleradores.
Para saber mais clique aqui.
16 de dez. de 2011
Electrical and optical properties of defects formed by ion implantation
Uma apresentação entitulada "Electrical and optical properties of defects formed by ion implantation" proferida por Brett C. Johnson da School of Physics da University of Melbourne, Australia.
15 de dez. de 2011
Notas de aula do curso de Fundamentos de implantação iônica
Curso oferecido na XV Escola de Verão "Jorge André Swieca" de Física Nuclear Experimental - 2008.
Temas:
"Sputtering"
"Layer Mixing"
Modificação de semicondutores
Métodos de análise
(PIXE, RBS, SIMS)
[Link]
Temas:
"Sputtering"
"Layer Mixing"
Modificação de semicondutores
Métodos de análise
(PIXE, RBS, SIMS)
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7 de dez. de 2011
Estudo dos mecanismos responsáveis pela passivação de metais: cobre
É estuda a cinética de oxidação de filmes finos de cobre e os mecanismos
envolvidos em sua passivação através de; implantação iônica, formação
de ligas e utilização de uma camada protetora.
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6 de dez. de 2011
Modificação superficial de titânio para promoção de osteointegração
O titânio é considerado um biomaterial (material biocompatível) pela
baixa reatividade e pela grande estabilidade da sua camada de óxido
superficial. Pelas suas propriedades mecânicas ele é usualmente
utilizado na fabricação de substitutos ósseos e implantes dentários.
Visando contribuir para o desenvolvimento de novas superfícies
osteointegráveis, neste trabalho foram estudadas duas superfícies de
titânio modificadas com implantação iônica de P e BF2 com energia de 30 e
77keV, respectivamente. As superfícies foram submetidas a ensaios in
vitro de cultura celular de células osteoblásticas (MG-63) e os
resultados foram comparados com duas superfícies comerciais:
poliestireno tratado para meio de cultura celular (PC) e titânio comum
utilizado em implante dentário (TI). A atividade enzimática da fosfatase
alcalina (FA) associadas à formação de biofilme mineralizado pelas
células diferenciadas foram avaliadas. Concentrações de cálcio e fósforo
no biofilme foram determinadas por espectroscopia de raios-X induzida
por prótons, PIXE. Imagens superficiais com microscopia eletrônica de
varredura serviram para verificar a homogeneidade e integridade dos
biofilmes formados. Medidas de ângulo de contato foram realizadas para
determinar o caráter hidrofílico das superfícies e do biofilme formado.
As superfícies PC e TI se apresentaram hidrofílicas com formação de
biofilme menos homogêneo que as apresentadas pelas superfícies PT e BFT,
ambas hidrofóbicas. As concentrações de FA medidas no meio de cultura
indicaram consumo maior que a secreção em PC e TI. Em PT e BFT foram
observados acúmulos de FA no meio de cultura. Concentrações maiores de
cálcio e fósforo foram observadas em PC e TI. Destas observações, as
quatro superfícies podem ser consideradas biocompatíveis (não
citotóxicas) pela formação de biofilme mineralizado e pelas medidas de
atividade enzimática.
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