O silício (Si) é o material mais utilizado na fabricação de dispositivos
microeletrônicos e fotovoltaicos devido às suas excelentes propriedades
físicas e ao alto grau de desenvolvimento das tecnologias de produção
alcançadas pela indústria. Conseqüentemente, materiais compatíveis com o
Si são alternativas importantes para ampliar o desempenho e a
funcionalidade das próximas gerações de dispositivos. O principal
objetivo desse trabalho foi estudar sistematicamente a formação de
nanopartículas de Sn e de PbSe via implantação iônica seguida de
tratamentos térmicos (síntese por feixe de íons), em substrato de
silício com orientação (100). Três tipos de substratos foram
considerados: substrato sem defeitos, substratos contendo sistemas de
bolhas de Ne e substratos contendo cavidades vazias. A formação de
nanopartículas de estanho (Sn) foi tomada como caso modelo para otimizar
os parâmetros do processo de síntese por feixe de íons. O sistema
composto PbSe é interessante por ser semicondutor de gap direto, sendo
potencialmente útil para o desenvolvimento de dispositivos
optoeletrônicos e fotovoltaicos integrados com o Si. A caracterização
estrutural das amostras foi realizada através de técnicas de análise por
feixes de íons, como o Retroespalhamento Rutherford (RBS), RBS em
direção canalizada, detecção de partículas por recuo elástico (ERD) e
através da técnica de Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM). Os
principais pontos estudados foram: (i) os efeitos sobre o processo de
síntese de nanoppartículas causados pela amorfização da matriz durante a
implantação de íons de Sn+, Pb+ e Se+; (ii) o desenvolvimento de
estratégias de como evitar a amorfização através do aquecimento do
substrato; (iii) a perda de material implantado durante tratamentos
térmicos de alta temperatura realizados após a implantação; (iv) a
decomposição de cavidades e de bolhas e das próprias nanopartículas
inerente ao auto-bombardeamento iônico durante as implantações; (v) o
processo de nucleação de precipitados em sítios heterogêneos como
discordâncias, cavidades e bolhas; (vi) e a formação de nanopartículas
em diferentes tipos de substrato. Através da implantação de elementos
muito pouco solúveis em uma matriz, espera-se a formação de
nanopartículas dispersas de uma segunda fase pura (sem reagir com
elementos da matriz). Neste sentido, os resultados obtidos são
interessantes. Primeiro, no caso do Sn, apresentamos evidências da
formação de estruturas nanoscópicas de alta estabilidade térmica,
afetando o processo de nucleação e formação das fases α-Sn
(semicondutora) ou β-Sn (metálica) usuais para sistemas massivos.
Obtivemos a formação preferencial da fase β-Sn, e não obtivemos
evidência da formação de ligas Sn-Si ou a fase α-Sn que podem ser
obtidas através de processos de não equilíbrio como a co-deposição por
epitaxia de feixe molecular. Por outro lado, no caso da co-implantação
com íons de Pb+ e Se+, os resultados mostram ser possível formar
sistemas dispersos de nanopartículas de PbSe com estequiometria e
estruturas previstas em diagrama de equilíbrio para sistemas massivos.
Por fim, a presença de cavidades e bolhas, apesar de influenciar na
distribuição em tamanho das nanopartículas, não representa uma vantagem
específica como centro de segregação e nucleação preferencial de
impurezas no Si. Isso contradiz conceitos da literatura referentes ao
aprisionamento de impurezas bolhas ou cavidades, usualmente considerados
como técnicas para purificação de matriz, e aplicados na confecção de
dispositivos microeletrônicos e fotovoltaicos.
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Bem vindo ao blog de discussões referentes à análise e modificação de materiais por feixes iônicos e suas contribuições nas diversas áreas da Ciência.
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31 de mar. de 2012
24 de mar. de 2012
Análise de materiais nanoestruturados utilizando feixes de íons
A miniaturização de dispositivos tecnológicos levou à percepção de novas
classes de efeitos devidos ao con namento quântico e à mudança na
proporção entre número de átomos presentes na superfície e no volume de
estruturas que atingem a escala nanométrica, levando à noção de
nanociência e nanotecnologia. Dentre os desa os impostos por essas áreas
emergentes encontram-se os desa os para os métodos analíticos, em
particular para os métodos baseados em feixes de íons, que tiveram um
papel fundamental na tecnologia do silício. O uso de feixes de íons para
a caracterização de nanoestruturas não é muito difundido devido a
limitações na resolução espacial e no dano causado pelos íons
energéticos incidentes nas nanoestruturas. Nesta tese é apresentado o
estado da arte das aplicações da análise por feixes de íons na
nanotecnologia e são descritos avanços direcionados à adoção de métodos
analíticos de feixes de íons para as nanociências. Serão abordados os
principais métodos de per lometria com alta resolução em profundidade,
em especí co a per lometria utilizando reações nucleares com
ressonâncias estreitas em suas curvas de seção de choque (RNRA, do
inglês Resonant Nuclear Reaction Analysis ) e espalhamento de íons de
energias intermediárias (MEIS do inglês Medium Energy Ion Scattering ).
Uma vez que os modelos convencionais, baseados em uma aproximação
Gaussiana, não são adequados para descrever o espectro de espalhamento
de íons correspondente a estruturas nanométricas, neste trabalho foram
desenvolvidos modelos que descrevem adequadamente os processos de perda
de energia dos íons na matéria, viabilizando a adoção sistemática de
espalhamento de íons de energias intermediárias para a análise de
nanoestruturas. Aplica ções recentes de RNRA e MEIS para eletrodos de
porta metálicos e dielétricos com alta constante dielétrica sendo
incorporados à tecnologia MOSFET atual são apresentadas como avaliação
dos métodos.
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18 de mar. de 2012
Crescimento térmico de filmes dielétricos sobre SiC e caracterização das estruturas formadas
Na presente tese, foi investigado o crescimento térmico de filmes
dielétricos (óxido de silício e oxinitreto de silício) sobre carbeto de
silício. Além disso, os efeitos da irradiação iônica do SiC antes de sua
oxidação, com o intuito de acelerar a taxa de crescimento do filme de
SiO2, também foram investigados. A tese foi dividida em quatro
diferentes etapas. Na primeira, foram investigados os estágios iniciais
da oxidação térmica do SiC: mudanças no ambiente químico dos átomos de
Si foram observadas após sucessivas etapas de oxidação térmica de uma
lâmina de SiC. A partir desses resultados, em conjunto com a análise
composicional da primeira camada atômica da amostra, acompanhou-se a
evolução do processo de oxidação nesses estágios iniciais. Na etapa
seguinte, foram utilizadas as técnicas de traçagem isotópica e análise
por reação nuclear com ressonância estreita na curva de seção de choque
na investigação do mecanismo e etapa limitante do crescimento térmico de
filmes de SiO2 sobre SiC. Nesse estudo, compararam-se os resultados
obtidos de amostras de óxidos termicamente crescidos sobre Si e sobre
SiC. Na terceira etapa, foram investigados os efeitos da irradiação
iônica do SiC antes de sua oxidação nas características finais da
estrutura formada. Finalmente, comparam-se os resultados da
oxinitretação térmica de estruturas SiO2/SiC e SiO2/Si utilizando dois
diferentes gases: NO e N2O.
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14 de mar. de 2012
Nanopartículas de ródio encapsuladas em sílica utilizando líquidos iônicos e aplicação em reações de hidrogenação
Neste trabalho descreve-se uma rota de preparação de nanopartículas de
ródio (4 nm diâmetro médio) dispersas no líquido iônico
tetrafluoroborato de 1-n-butil-3-metilimidazólio (BMI.BF4) e suportadas
na rede de sílica pelos métodos sol-gel e grafting. Na preparação pelo
método sol-gel (ácido ou básico) obteve-se materiais com diferentes
quantidades de líquido iônico encapsulado e diferente morfologia da
matriz de sílica. A quantidade de ródio suportado nos xerogéis
resultantes foi (0,1% m/m). A condição ácida de preparação resultou em
sílica com maior quantidade de líquido iônico encapsulado e com diâmetro
de poro maior, podendo ser considerada como responsável pela atividade
catalítica observada na hidrogenação de alcenos. A alta quantidade de
líquido iônico incorporado pode ser importante para garantir a
estabilidade das nanopartículas. O material catalítico preparado pelo
método sol-gel pode ser recuperado por decantação e reutilizado por 10
vezes sem perda da atividade catalítica. As micrografias obtidas por
microscopia eletrônica de transmissão do catalisador isolado depois de
dez recargas mostraram que o material recuperado não apresentou sinais
aparentes de aglomeração. A combinação (líquido iônico
encapsulado/nanopartículas de ródio/sílica) exibe um excelente efeito
sinérgico que aumenta a atividade catalítica e a robustez das
nanopartículas de ródio para hidrogenação. Todos os sistemas suportados
preparados foram mais ativos do que nanopartículas isoladas.
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13 de mar. de 2012
Nucleação e crescimento de grãos em filmes de Al nanoestruturados
A eletromigração é um dos principais problemas que limitam a vida útil
dos dispositivos microeletrônicos. Normalmente o que se utiliza na
indústria são interconexões feitas de filmes finos de Al e/ou Cu com
estrutura colunar. Em muitos casos o efeito da eletromigração leva ao
rompimento destas interconexões metálicas. Uma alternativa para reduzir
ou até mesmo eliminar este problema seria a utilização de interconexões
com estrutura diferente da colunar. Tomando este aspecto como motivação,
desenvolveu-se, neste trabalho, um estudo detalhado de um filme de Al
tipo mosaico formado por grãos nanoscópicos. Foram analisadas as
interfaces e fronteiras de grãos, bem como o comportamento do filme
quando submetido a diferentes tratamentos térmicos. Para isso foram
crescidos filmes de Al com estrutura tipo colunar e tipo mosaico. Ambos
foram depositados sobre óxido de Si utilizando a técnica de sputtering,
porém o processo de deposição de cada um desses filmes se deu de maneira
distinta. O tipo colunar foi crescido da maneira usual de deposição
contínua de filmes finos. A formação da estrutura tipo mosaico é o
resultado da deposição de uma camada seguida de um intervalo de tempo em
que o substrato não ficou sob a ação do plasma. Após este tempo a
deposição foi retomada. Este processo é repetido até obter-se o número
desejado de camadas. As temperaturas de recozimento variaram de 300 a
500oC e o tempo foi fixado em uma hora. A técnica de Retroespalhamento
Rutherford (RBS) foi utilizada para identificar os componentes das
amostras estudadas, a espessura da camada de SiO2 e do filme de Al e as
contaminações presentes. A técnica de Microscopia Eletrônica de
Transmissão (MET) permitiu caracterizar com riqueza de detalhes
fronteiras de grãos, interfaces e superfície das amostras. Também foi
possível medir a espessura do filme de Al e da camada de óxido, assim
como medir o tamanho dos grãos presentes nas amostras estudadas. Os
resultados obtidos com estas análises mostraram que os dois tipos de
filmes respondem de maneira diferente aos tratamentos térmicos. O filme
com estrutura de grãos colunares não apresentou alteração significativa
na largura média de suas colunas, que permaneceram com valores da ordem
de 80 nm, mesmo depois de recozido a 500oC por uma hora. No entanto, os
grãos de Al presentes no filme tipo mosaico parecem obedecer a dois
mecanismos distintos de crescimento. Para temperaturas de recozimento
até 462oC, os grãos aumentaram tridimensionalmente de tamanho, sendo
caracterizados por seus diâmetros efetivos que variaram de 27 a 54 nm.
Esta etapa do crescimento foi analisada considerando-se a teoria
clássica de crescimento de grãos descrita por uma lei temporal de
natureza parabólica. Para temperaturas acima deste valor, observou-se um
crescimento abrupto. A 462oC o filme perdeu a característica de mosaico
e passou a apresentar grãos com estrutura tendendo a colunar, atingindo
altura próxima à espessura do filme (200 nm). A 475oC os grãos
cresceram lateralmente, aumentando de 60 nm para valores médios da ordem
de 900 nm. Este tipo de crescimento anômalo de grãos também foi
verificado para temperatura de recozimento de 500oC e discutido em
termos da forma e da velocidade de movimento das fronteiras de grão. Uma
contribuição importante desta dissertação foi caracterizar e entender o
processo de se obter, a partir de grãos nanométricos, grãos grandes com
comprimentos da ordem de micrômetros. Este estudo pode contribuir
significativamente na busca de uma solução para o problema da
eletromigração em interconectores de circuitos integrados bem como em
outras áreas. Um exemplo seria a aplicação dos filmes tipo mosaico em
revestimentos duros e superduros.
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12 de mar. de 2012
Caracterização de nanoestruturas através da técnica MEIS
Espalhamento de íons de energia intermediária (MEIS) é uma técnica
analítica de feixe de íons que pode determinar quantitativamente
composições elbmentares e perfis I de profundidade com resolução
subnanométrica. Dessa maneira, MEIS pode ser uma poderosa ferramenta
para caracterização de nanopartículas, em partichlar das suas
composições internas, o que é dificilmente obtido por qualquer outra
técn~ca analítica. Para esse propósito, foi desenvolvido uma simulação
Monte Cado de espec~ros de MEIS que considera qualquer geometria e
distribuição de tamanhos das nanoestfuturas. Esse método também
considera a assimetria da distribuição da perda de ene~gia devido a uma
única colisão violenta, como a que ocorre no evento de
retroespalhaménto. Usando esse método, estudamos a influência da
geometria das nanopartículas, den~idade superficial, distribuição de
tamanhos e forma de linha da perda de energia nos espectros 2D (energia)
I e 3D (energia e ângulo) de MEIS. Os principais resultados desse
estudo podem ser resumidos como segre: i) observamos que a influência da
distribuição da perda de energia no espectro de MEIS é significativa
apenas para nanoestruturas pequenas (diâmetro < 10 nm) mas a
especificação da geometria correta das estruturas é significativa para
todos os tamanhos; ii) negligenciar a assimetria da perda de energia
devido à colisão de retroespalhamento pode resultar na interpretação de
uma falsa distribuição de tamanhos para nanopartículas pequenas; iii)
simulações para um exemplo hipotético de pequenas nanopartículas
esféricas de ZnSe mostram que a técnica MEIS é capaz de realizar perfil
de profundidade dentro das nano- I estruturas. Finalmente, medimos uma
amostra de nanopartículas de ouro, adsqrvidas sobre um filme
multicamadas de polieletrólitos fracos, a fim de obter a geometri e a
distribuição de nanopartículas de ouro por MEIS. Os resultados concordam
muito bem com a imagem obtida por microscopia eletrônica de transmissão
(TEM). Além disso, niostramos que os espectros de MEIS não podem ser
ajustados supondo um filme de ouro padrão.
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9 de mar. de 2012
Caracterização das superfícies e regiões interfaciais de filmes nanométricos de TiN/Ti/Aço AISI M2 nitretado a plasma
Este trabalho apresenta uma análise das superfícies e das regiões
interfaciais da estrutura nanométrica de TiN sobre o substrato de aço
AISI M2 nitretado a plasma com uso de camada intermediária de Ti. O
objetivo da investigação foi identificar os principais componentes
químicos formados nesta estrutura e como estes estão distribuídos na
região de interface filme-substrato. O efeito da pré-nitretação do
substrato nas ligações interfaciais foi o foco principal. A nitretação a
plasma do substrato foi do tipo brilhante (bright nitriding), ou seja,
baixa temperatura (400oC) e mistura pobre em nitrogênio (5% de N2 em
balanço com H2) para evitar a formação de camada de compostos. Depois de
calibradas as taxas de deposição do TiN e do Ti em substratos de
silício, filmes ultrafinos de TiN e Ti (menores que 10 nm), a
temperatura ambiente, foram depositados por sputtering reativo nas
amostras de aço rápido. A taxa de deposição e a estequiometria foram
obtidas por espectrometria de retroespalhamento Rutherford (RBS) e por
análises por reações nucleares (NRA). Também foi analisado o perfil de
Ti por espalhamento de íons de média energia (MEIS). A caracterização
química das superfícies e interfaces das amostras de aço e do sistema
composto TiN/Ti/Aço foi realizada por espectroscopia de fotoelétrons
excitados por raios X (XPS). As interfaces e os perfis de concentração
do Ti e do N, foram analisada por espalhamento de íons de média energia
(MEIS) e pelo uso de ressonâncias estreitas na curva de seção de choque
(NRP). Os resultados mostraram a formação de nitretos de ferro e de
cromo na camada de difusão da superfície nitretada e uma menor
quantidade relativa de óxidos e hidróxidos metálicos nesta superfície.
No sistema TiN/Ti/Aço, a nitretação do substrato induziu a formação de
uma maior quantidade de nitretos de Ti, Fe e Cr nesta estrutura. As
análises dos perfis de concentração mostraram que a interdifusão nas
interfaces (TiN/Ti e Ti/Aço) foi significativamente intensificada na
amostra com substrato de aço nitretado. O efeito da desoxidação
promovido pela nitretação a plasma e o incremento da interdifusão
interfacial vão ao encontro de uma transição de propriedades mais suave e
de uma maior adesão do revestimento duro ao substrato de aço.
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6 de mar. de 2012
Influência de bolhas de hélio e da microestrutura sobre a evolução térmica de filmes de alumínio implantados com cobre
Este trabalho apresenta os resultados de um estudo sistemático sobre as
influências do tamanho de grão de filmes finos de Al e da implantação de
íons de He sobre a evolução térmica de distribuições de átomos de Cu e
formação de precipitados de Al-Cu. Filmes finos de Al depositados sobre
substrato de SiO2/Si através de dois processos diferentes foram
implantados com íons de Cu+ e He+ produzindo uma solução sólida
supersaturada de Al-Cu (≈ 2,5 a 3,5 at. %) e nano-bolhas de He. Os
valores de energia dos íons foram escolhidos de tal forma a produzirem
uma camada rica em Cu e He na região a aproximadamente 100nm da
superfície. Tais filmes foram tratados termicamente em alto-vácuo nas
temperaturas de 200ºC e 280ºC por tempos de 0,5h e 2h. Os filmes foram
analisados por Retroespalhamento Rutherford, para determinação do perfil
de concentração dos átomos de Cu, e por Microscopia Eletrônica de
Transmissão, para determinação da microestrutura do Al e dos sistemas de
nano-partículas Al-Cu e Al-He. Os resultados experimentais mostraram
que a evolução térmica da distribuição dos átomos de Cu e a formação de
precipitados de Al-Cu são significativamente afetadas pela configuração e
tamanho de grão do filme de Al e pelas implantações de He. O presente
estudo mostrou que existe uma forte correlação entre o fluxo de
vacâncias e a estabilidade da microestrutura de filmes finos de Al
(Al/SiO2/Si) implantados com íons de Cu+ e He+ e tratados termicamente. A
possibilidade de controlar os fluxos de vacâncias através de
configurações da microestrutura dos filmes de Al é, portanto, um tema de
grande interesse tecnológico relacionado a durabilidade das
interconexões metálicas de dispositivos microeletrônicos.
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3 de mar. de 2012
Nanoestruturas luminescentes ß-FeSi 2 produzidas pela técnica de implantação e irradiação iônica : caracterização estrutural e óptica
Neste trabalho, apresentamos um estudo sistemático das propriedades
estruturais e ópticas de nanopartículas FeSi2, sintetizadas em matriz
SiO2/Si por implantação iônica, seguida de cristalização epitaxial
induzida por feixe de íons (IBIEC) e tratamentos térmicos em atmosfera
95 % N2 - 5 % H2. A cada etapa do processo de síntese, a formação e
crescimento de nanopartículas FeSi2, bem como a produção de defeitos,
foi caracterizada estruturalmente e correlacionada com as propriedades
de emissão de luz. Para fins de interpretação dos resultados, um
conjunto de amostras contendo Ni foi sintetizado nas mesmas condições
experimentais que as amostras de Fe e suas propriedades estruturais e
ópticas também foram estudadas. Através do processo de recristalização
IBIEC obtivemos importantes informações sobre as propriedades
vibracionais da fase metálica γ-FeSi2 e sua metaestabilidade quando
formada a baixa concentração de Fe. Em particular, a transição desta
fase via temperatura de recozimento para a fase semicondutora β-FeSi2
foi investigada detalhadamente. A natureza do gap fundamental de energia
do composto semicondutor também foi avaliada. Em experimentos em função
da temperatura de tratamento térmico, observou-se que concomitantemente
à formação e crescimento de nanopartículas semicondutoras, existe uma
complexa evolução de defeitos opticamente ativos. De acordo com a
temperatura de recozimento, bandas de fotoluminescência (PL) na região
espectral do infravermelho próximo (0.7 eV - 0.9 eV) com diferentes
intensidades e morfologias foram detectadas a 2 K. Baseado nos
resultados das caracterizações estruturais e ópticas do sistema SiO2/Si +
nanopartículas FeSi2, juntamente com resultados PL experimentais
comparativos da formação do composto metálico NiSi2, as origens físicas
das distintas luminescências observadas foram discriminadas em termos de
emissões intrínsecas do semicondutor β-FeSi2 e de específicos tipos de
defeitos na matriz de Silício que atuam como centros de recombinação
radiativa.
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28 de fev. de 2012
Nanoestruturas luminescentes de Ge e Sn em camadas de SiO/sub 2/ implantadas com íons
Neste trabalho estudam-se as propriedades de nanoestruturas de Ge e Sn
formadas em amostras de SiO2/Si(100) através dos processos de
implantação iônica e tratamento térmico. A formação de nanocristais de
Ge foi investigada em função de tratamentos térmicos em ambiente de N2.
Os resultados obtidos foram correlacionados com as propriedades de
luminescência das amostras, sendo feita uma discussão sobre os
mecanismos atômicos envolvidos no processo de crescimento dos
nanocristais de Ge, bem como seus efeitos na criação de centros
luminescentes no interior da camada de SiO2, que são responsáveis por
intensas bandas de fotoluminescência (PL) nas regiões espectrais do
azul-violeta (≈ 3,2 eV) e ultravioleta (≈ 4,2 eV). Além disso,
experimentos de irradiação com diferentes íons (He+, Si+, Kr++, Au+)
foram realizados antes da implantação do Ge com o objetivo de estudar o
efeito de memória que os danos criados pela irradiação apresentam sobre
as propriedades estruturais e luminescentes das amostras de SiO2/Si(100)
No estudo das amostras de SiO2/Si(100) implantadas com Sn, a síntese
de nanopartículas de Sn foi estudada em função da temperatura e do
ambiente de tratamento térmico (N2 e vácuo). De maneira pioneira
mostrou-se que através da manipulação desses parâmetros é possível
formar desde grandes nanocristais bi-fásicos de Sn (≈ 12 a 25 nm) em
estruturas concêntricas com núcleo de β-Sn e camada externa de SnOx, até
pequenas nanopartículas de Sn com diâmetros de ≈ 2 nm e uniformemente
distribuídas ao longo da camada de SiO2. Além disso, observou-se que a
evolução estrutural do sistema de nanopartículas de Sn influencia
diretamente as características das emissões de PL azul-violeta e UV. Por
fim, um outro aspecto das nanoestruturas de Sn foi estudado: a formação
de um denso arranjo de ilhas epitaxiais de β-Sn na região de interface
SiO2/Si. Este sistema de nano-ilhas, que cresce epitaxialmente, é
uniformemente distribuído sobre a superfície do Si, apresentando uma
pequena dispersão em tamanho e tendência a se auto-organizar. A criação
desse sistema de nano-ilhas epitaxiais através da utilização da
implantação iônica é um processo inédito, sendo discutida aqui com base
nas propriedades de equilíbrio do sistema Sn-Si.
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4 de dez. de 2011
Construção de nanoestruturas e caracterização por SEM e RBS
Nanoestruturas apresentam algumas propriedades que as diferem dos
materiais em escalas maiores, o que abre uma série de possibilidades no
campo de aplicação. Um ponto importante em nanotecnologia é o
desenvolvimento de métodos adequados para a análise e caracterização de
nanoestruturas. Este trabalho estuda o uso de Espectrometria por
Retroespalhamento Rutherford (RBS) para a análise e caracterização de
micro e nanoestruturas de Cu fabricadas utilizando membranas poliméricas
Nuclepore® como moldes. As estruturas foram obtidas através do
preenchimento dos poros dessas membranas com Cu por eletrodeposição,
crescidas sobre um filme fino de Au com espessuras entre 5nm e 500nm
depositado em um lado das membranas por Deposição Física em vácuo (PVD) e
reforçado por um substrato espesso de Cu com cerca de 10um depositado
sobre o filme de Au. Microscopia Eletrônica de Varredura (SEM) e
Espectrometria de Retroespalhamento Rutherford (RBS) foram usadas para
caracterizar as amostras. Analisando as amostras com micro e
nanocilindros, a mudança do espectro RBS como uma função do ângulo de
inclinação da amostra foi estudada usando a abordagem de Metzner et al
(2007) generalizada para estruturas 3D em simulações numéricas. O
diâmetro das micro e nanoestruturas variam entre 50 e 400nm, enquanto
seus comprimentos variam entre 1 e 5um. As análises por SEM forneceram o
perfil morfológico local dessas estruturas e estimativas para suas
dimensões geométricas. As análises RBS forneceram informações sobre o
perfil médio das estruturas provenientes de uma região mais extensa da
amostra.
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