Resumo
Foram estudadas a ativação elétrica e a redistribuição de As
(dopante tipo n) implantado em SIMOX (Separation by IMplanted OXygen).
Estruturas SIMOX com diferentes espessuras da camada superficial de Si e
do óxido enterrado foram usadas. As implantações de As+ foram feitas
com a energia de 20 keV e doses de 5x1014cm-2 ou 2x1015cm-2. Um perfil
em forma de platô foi implantado em algumas amostras por implantação com
tripla energia. Recozimentos térmicos rápidos e convencionais foram
aplicados para a ativação dos dopantes e cobertura dos danos de
implantação. A caracterização física e elétrica foi feita através de RBS
(Rutherford Backscattering Spectrometry), TEM (Transmission Electron
Microscopy), MEIS (Medium Energy Ion Scattering) e medidas elétricas por
efeito Hall. Os resultados são discutidos considerando a profundidade
de amorfização alcançada pela implantação de dopantes e a cobertura dos
danos após recozimentos e sua influência na ativação elétrica dos
dopantes.As amostras completamente amorfizadas apresentaram maiores
valores de resistência de folha e menor percentagem de ativação dos
dopantes em comparação com as amostras que não tiveram a completa
amorfização do filme de Si. Os resultados mostram claramente a
necessidade de evitar a amorfização total do filme de Si em SIMOX
durante a implantação iônica, possibilitando a formação de uma boa
estrutura cristalina com boas características elétricas após o
recozimento.
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Bem vindo ao blog de discussões referentes à análise e modificação de materiais por feixes iônicos e suas contribuições nas diversas áreas da Ciência.
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29 de mar. de 2012
28 de mar. de 2012
Síntese de SiC por implantação iônica de carbono em SIMOX(111) e Si(111)
SiC é um semicondutor promissor para dispositivos eletrônicos de
alta-potência, alta-freqüência e alta temperatura e a síntese de uma
camada epitaxial de SiC por implantação, na superfície do Si, pode ser
uma via de integração com a tecnologia de Si. Implantação em alta
temperatura (600°C) através de uma capa de SiO2, recozimento
pós-implantação a 1250°C sob um ambiente de Ar (com 1% de O2) e ataque
químico são a base da presente síntese. Implantações à energia de 40 keV
foram executadas em substratos SIMOX(111) e Si(111), cobertos com uma
capa de 100 nm de SiO2. Implantação em SIMOX foi o foco principal. Isto
nos permitiu obter uma camada sintetizada de SiC separada do Si bulk e
analisar as conseqüências estruturais. Neste caso, foi produzida a
conversão da camada superior de 65 nm de Si superior da estrutura SIMOX
em 30-45 nm de SiC. Implantações seqüenciais de C (passos de fluências
de ~ 5 × 1016 C/cm2), seguidas por recozimento à 1250°C, permitiu
estimar as fluências mínimas de C para atingir a estequiometria como 2,3
× 1017 C/cm2 e 2,8 × 1017 C/cm2, quando implantado em SIMOX e em Si,
respectivamente. Espectrometria de Retroespalhamento de Rutherford
(RBS) foi empregada para medir a evolução composicional da camada. Pela
análise das implantações seqüenciais, foi possível compreender a
redistribuição de carbono durante a implantação e recozimento. Uma
estrutura de duas camadas é observada no SiC sintetizado separado do Si
bulk, sendo a camada superficial mais rica em Si. Microscopia Eletrônica
de Transmissão (TEM) mostrou que as camadas sintetizadas são sempre
cúbicas e epitaxiais à estrutura original do Si. TEM também mostrou que
as implantações diretas, até as fluências mínimas, resultam em uma
melhor qualidade estrutural. Para uma fluência muito mais alta (4 × 1017
C/cm2), uma camada completamente estequiométrica é obtida, com redução
na qualidade estrutural. Nossos resultados indicam que o excesso de
carbono é o principal fator determinante da qualidade cristalina final
do SiC sintetizado por feixe de íons, quando comparado ao stress,
resultante de um casamento de redes forçado entre o substrato Si e o SiC
sintetizado.
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17 de mar. de 2012
Redistribuição e ativação de dopantes em Si com excesso de vacâncias
A redistribuição e ativação elétrica dos dopantes tipo n (As e Sb) e
tipo p (Ga e In) em Si com excesso de vacâncias foram analisadas. As
vacâncias foram geradas por implantação iônica de altas doses de
oxigênio ou nitrogênio em alta temperatura, de acordo com procedimentos
já estudados. Em seguida foram implantados os dopantes com dose de
5x1014 cm-2 a 20 keV na região rica em vacâncias. Dopagens idênticas
foram realizadas em amostras de Si sem vacâncias e em SIMOX. Em seguida
foram feitos recozimentos a 1000ºC por 10 s ou 15 min. Os perfis
atômicos dos dopantes foram medidos com Medium Energy Ion Scattering e
os perfis dos dopantes ativados, com Hall diferencial. A redistribuição e
as propriedades elétricas de cada um dos dopantes no Si sem vacâncias
foram bastante similares às observadas no SIMOX, porém várias diferenças
foram observadas em relação às amostras com excesso de vacâncias. As
vacâncias reduziram a ativação elétrica do As e do Sb, mas
proporcionaram maior estabilidade da ativação após recozimentos longos.
A redistribuição destes dopantes foi infuenciada pelo íon usado na
geração das vacâncias, ou seja, nitrogênio ou oxigênio. O oxigênio
proporcionou maior dose retida de As e o nitrogênio, maior dose retida
de Sb. Já para o Ga e o In, as vacâncias tiveram papel fundamental na
sua redistribuição, diminuindo a difusão para fora das amostras e
garantindo maior dose retida. A ativação elétrica do Ga e especialmente a
do In foram baixas, onde observamos forte influência do íon
pré-implantado, principalmente o oxigênio.
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13 de mar. de 2012
Células solares mais baratas utilizando implantação iônica
A startup Twin Creeks desenvolveu uma técnica para cortar o wafer de silício em lâminas de 20um de espessura praticamente sem perdas, para efeito de comparação, as lâminas para fabricação de processadores possuem 600um de espessura, e 200um para fabricação de painéis solares, sendo que para cortar uma lâmina de 200um, cerca de 200um é perdido devido ao processo de corte.
Com a nova técnica, será possível reduzir em até 10x o custo de fabricação de células solares.
O método consiste em implantar íons de Hidrogênio a uma profundidade de 20um no wafer de silício, aquecer o material para que os íons implantados se expanda em gás quebre o wafer, criando uma lâmina com 20um de espessura.
Mais informações no site da empresa: [Link]
Com a nova técnica, será possível reduzir em até 10x o custo de fabricação de células solares.
O método consiste em implantar íons de Hidrogênio a uma profundidade de 20um no wafer de silício, aquecer o material para que os íons implantados se expanda em gás quebre o wafer, criando uma lâmina com 20um de espessura.
Mais informações no site da empresa: [Link]
3 de mar. de 2012
Nanoestruturas luminescentes ß-FeSi 2 produzidas pela técnica de implantação e irradiação iônica : caracterização estrutural e óptica
Neste trabalho, apresentamos um estudo sistemático das propriedades
estruturais e ópticas de nanopartículas FeSi2, sintetizadas em matriz
SiO2/Si por implantação iônica, seguida de cristalização epitaxial
induzida por feixe de íons (IBIEC) e tratamentos térmicos em atmosfera
95 % N2 - 5 % H2. A cada etapa do processo de síntese, a formação e
crescimento de nanopartículas FeSi2, bem como a produção de defeitos,
foi caracterizada estruturalmente e correlacionada com as propriedades
de emissão de luz. Para fins de interpretação dos resultados, um
conjunto de amostras contendo Ni foi sintetizado nas mesmas condições
experimentais que as amostras de Fe e suas propriedades estruturais e
ópticas também foram estudadas. Através do processo de recristalização
IBIEC obtivemos importantes informações sobre as propriedades
vibracionais da fase metálica γ-FeSi2 e sua metaestabilidade quando
formada a baixa concentração de Fe. Em particular, a transição desta
fase via temperatura de recozimento para a fase semicondutora β-FeSi2
foi investigada detalhadamente. A natureza do gap fundamental de energia
do composto semicondutor também foi avaliada. Em experimentos em função
da temperatura de tratamento térmico, observou-se que concomitantemente
à formação e crescimento de nanopartículas semicondutoras, existe uma
complexa evolução de defeitos opticamente ativos. De acordo com a
temperatura de recozimento, bandas de fotoluminescência (PL) na região
espectral do infravermelho próximo (0.7 eV - 0.9 eV) com diferentes
intensidades e morfologias foram detectadas a 2 K. Baseado nos
resultados das caracterizações estruturais e ópticas do sistema SiO2/Si +
nanopartículas FeSi2, juntamente com resultados PL experimentais
comparativos da formação do composto metálico NiSi2, as origens físicas
das distintas luminescências observadas foram discriminadas em termos de
emissões intrínsecas do semicondutor β-FeSi2 e de específicos tipos de
defeitos na matriz de Silício que atuam como centros de recombinação
radiativa.
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28 de fev. de 2012
Nanoestruturas luminescentes de Ge e Sn em camadas de SiO/sub 2/ implantadas com íons
Neste trabalho estudam-se as propriedades de nanoestruturas de Ge e Sn
formadas em amostras de SiO2/Si(100) através dos processos de
implantação iônica e tratamento térmico. A formação de nanocristais de
Ge foi investigada em função de tratamentos térmicos em ambiente de N2.
Os resultados obtidos foram correlacionados com as propriedades de
luminescência das amostras, sendo feita uma discussão sobre os
mecanismos atômicos envolvidos no processo de crescimento dos
nanocristais de Ge, bem como seus efeitos na criação de centros
luminescentes no interior da camada de SiO2, que são responsáveis por
intensas bandas de fotoluminescência (PL) nas regiões espectrais do
azul-violeta (≈ 3,2 eV) e ultravioleta (≈ 4,2 eV). Além disso,
experimentos de irradiação com diferentes íons (He+, Si+, Kr++, Au+)
foram realizados antes da implantação do Ge com o objetivo de estudar o
efeito de memória que os danos criados pela irradiação apresentam sobre
as propriedades estruturais e luminescentes das amostras de SiO2/Si(100)
No estudo das amostras de SiO2/Si(100) implantadas com Sn, a síntese
de nanopartículas de Sn foi estudada em função da temperatura e do
ambiente de tratamento térmico (N2 e vácuo). De maneira pioneira
mostrou-se que através da manipulação desses parâmetros é possível
formar desde grandes nanocristais bi-fásicos de Sn (≈ 12 a 25 nm) em
estruturas concêntricas com núcleo de β-Sn e camada externa de SnOx, até
pequenas nanopartículas de Sn com diâmetros de ≈ 2 nm e uniformemente
distribuídas ao longo da camada de SiO2. Além disso, observou-se que a
evolução estrutural do sistema de nanopartículas de Sn influencia
diretamente as características das emissões de PL azul-violeta e UV. Por
fim, um outro aspecto das nanoestruturas de Sn foi estudado: a formação
de um denso arranjo de ilhas epitaxiais de β-Sn na região de interface
SiO2/Si. Este sistema de nano-ilhas, que cresce epitaxialmente, é
uniformemente distribuído sobre a superfície do Si, apresentando uma
pequena dispersão em tamanho e tendência a se auto-organizar. A criação
desse sistema de nano-ilhas epitaxiais através da utilização da
implantação iônica é um processo inédito, sendo discutida aqui com base
nas propriedades de equilíbrio do sistema Sn-Si.
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25 de fev. de 2012
Junções rasas em Si e SIMOX
Foi estudado o comportamento do As (dopante tipo n) em dois tipos
diferentes de substratos de Si: bulk e SIMOX (Separation by IMplanted
OXygen). Ambos os substratos receberam uma implantação de 5x1014 cm-2 de
As+ com energia de 20 keV. Após as implantações, as amostras foram
recozidas por um dos dois processos a seguir: recozimento rápido (RTA,
Rapid Thermal Annealing) ou convencional (FA, Furnace Annealing). A
caracterização física e elétrica foi feita através do uso de diversas
técnicas: SIMS (Secondary Ion Mass Spectrometry), RBS (Rutherford
Backscattering Spectrometry), MEIS (Medium Energy Ion Scattering),
medidas de resistência de folha, medidas Hall e medidas de perfil de
portadores por oxidação anódica. Na comparação entre os substratos
SIMOX e Si bulk, os resultados indicaram que o SIMOX se mostrou superior
ao Si bulk em todos os aspectos, ou seja, menor concentração de
defeitos e menor perda de dopantes para a atmosfera após os
recozimentos, maior concentração de portadores e menor resistência de
folha. A substitucionalidade do As foi maior no SIMOX após RTA, mas
semelhante nos dois substratos após FA. Na comparação entre RTA e FA, o
primeiro método se mostrou mais eficiente em todos os aspectos
mencionados acima. As explicações para o comportamento observado foram
atribuídas à presença de maior concentração de vacâncias no SIMOX do que
no Si bulk e à interação destas vacâncias com os dopantes.
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19 de fev. de 2012
Determinação da posição reticular de F em Si
Neste trabalho, estudamos a posição de átomos de F na estrutura
cristalina do Si. As amostras foram pré-amorfizadas utilizando um feixe
de Si de 200 keV e, após, implantadas com F. Então recristalizamos a
camada amorfa através do processo de Epitaxia de Fase Sólida (EFS).
Empregamos as técnicas de Espectrometria de Retroespalhamento
Rutherford, na condição de canalização iônica, e de Análise por Reação
Nuclear (NRA), através da reação ressonante ( ) O p F 16 19 , αγ , à 5 ,
340 keV, para determinar a posição dos átomos de F e, depois,
reproduzimos os resultados experimentais através do programa de
simulação computacional chamado Simulação Adaptada de Canalização de
Íons Rápidos em Sólidos (CASSIS - Channeling Adapted Simulation of Swift
Ions in Solids). Os resultados obtidos apontam para duas possíveis
combinações lineares distintas de sítios. Uma delas concorda com a
proposta teórica de Hirose et al. (Materials Science & Engineering B
– 91-92, 148, 2002), para uma condição experimental similar. Nessa
configuração, os átomos de F estão na forma de complexos entre átomos de
flúor e vacâncias (F-V). A outra combinação ainda não foi proposta na
literatura e também pode ser pensada como um tipo de complexo F-V.
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18 de fev. de 2012
Feixes de íons para estudos de danos a semi-condutores
Nossa tecnologia atual depende de satélites, seja para transmitir a final do mundial interclubes ao vivo, direto do Japão, seja para tornar possível o uso do GPS, cada vez mais presente, porém o ambiente aeroespacial é muito diferente do ambiente na superfície terrestre, lá os níveis de radiação são muito mais altos do que na superfície.
a maioria dos satélites em funcionamento se situam na chamada órbita baixa, que é entorno de 400Km de altitude, nessa região estão o telescópio Hubble e a estação espacial internacional, e é protegida de uma maior incidência de radiação ionizante pela magnetosfera terrestre, para órbitas superiores, tais como a geossíncrona, a 35000Km de altura, essa região é importante para a comunicação, e sujeita a altas doses de radiação.
Um íon de alta energia, ao atingir um semicondutor, pode alterar os estados lógicos, alterando zeros em uns e vice-versa, causando travamentos, tais erros são os soft-errors, em que a reinicialização do sistema resolve, ou pode danificar a rede cristalina de forma irreversível, inutilizando o satélite, tal evento é chamada de hard-error, e todo componente eletrônico está sujeito a esses eventos.
Cada componente eletrônico, antes de ser utilizado em um satélite deve passar por testes que comprovem sua resistência a altas doses de radiação, particularmente importante para satélites geossíncronos, que precisam funcionar por anos, para esses testes são utilizados aceleradores de partículas, indo desde os de baixa energia como os presentes no LAMFI-SP e Pelletron localizados na Universidade de São Paulo, como os de média energia, localizados nos Estados Unidos e Europa.
Os aceleradores de partículas são capazes de produzir um feixe de íons com energias compatíveis com as encontradas no ambiente espacial, em especial, com energias semelhantes ás encontradas em uma erupção solar.
Com o uso dos aceleradores, é possível aplicar doses de radiação muito mais altas do que no espaço próximo, realizando em poucas horas um teste que equivale a anos no espaço, se o semicondutor sobreviver, ele é considerado apto a ser utilizado no satélite.
Mesmo computadores e celulares localizados na superfície terrestre estão sujeitos a radiação ionizante, a magnetosfera e a atmosfera terrestre bloqueia grande parte dessa radiação, porém uma pequena parte consegue atravessar e atingir a superfície.
Com a contínua miniaturização dos componentes eletrônicos, mesmo a radiação natural pode representar riscos a nossa sociedade tecnológica, afinal ninguém que os uns associadas a sua conta bancária seja substituídos por zeros em um servidor do banco devido a uma radiação ionizante. O que faz com que fique cada vez mais importante esse estudo, utilizando feixes de íons gerados por aceleradores.
Para saber mais clique aqui.
a maioria dos satélites em funcionamento se situam na chamada órbita baixa, que é entorno de 400Km de altitude, nessa região estão o telescópio Hubble e a estação espacial internacional, e é protegida de uma maior incidência de radiação ionizante pela magnetosfera terrestre, para órbitas superiores, tais como a geossíncrona, a 35000Km de altura, essa região é importante para a comunicação, e sujeita a altas doses de radiação.
Um íon de alta energia, ao atingir um semicondutor, pode alterar os estados lógicos, alterando zeros em uns e vice-versa, causando travamentos, tais erros são os soft-errors, em que a reinicialização do sistema resolve, ou pode danificar a rede cristalina de forma irreversível, inutilizando o satélite, tal evento é chamada de hard-error, e todo componente eletrônico está sujeito a esses eventos.
Cada componente eletrônico, antes de ser utilizado em um satélite deve passar por testes que comprovem sua resistência a altas doses de radiação, particularmente importante para satélites geossíncronos, que precisam funcionar por anos, para esses testes são utilizados aceleradores de partículas, indo desde os de baixa energia como os presentes no LAMFI-SP e Pelletron localizados na Universidade de São Paulo, como os de média energia, localizados nos Estados Unidos e Europa.
Os aceleradores de partículas são capazes de produzir um feixe de íons com energias compatíveis com as encontradas no ambiente espacial, em especial, com energias semelhantes ás encontradas em uma erupção solar.
Com o uso dos aceleradores, é possível aplicar doses de radiação muito mais altas do que no espaço próximo, realizando em poucas horas um teste que equivale a anos no espaço, se o semicondutor sobreviver, ele é considerado apto a ser utilizado no satélite.
Mesmo computadores e celulares localizados na superfície terrestre estão sujeitos a radiação ionizante, a magnetosfera e a atmosfera terrestre bloqueia grande parte dessa radiação, porém uma pequena parte consegue atravessar e atingir a superfície.
Com a contínua miniaturização dos componentes eletrônicos, mesmo a radiação natural pode representar riscos a nossa sociedade tecnológica, afinal ninguém que os uns associadas a sua conta bancária seja substituídos por zeros em um servidor do banco devido a uma radiação ionizante. O que faz com que fique cada vez mais importante esse estudo, utilizando feixes de íons gerados por aceleradores.
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17 de fev. de 2012
Pré-amorfização de silício por implantação iônica de estanho para formação de junções rasas tipo-p
Nesta dissertação estudamos a possibilidade de uso de implantação iônica
de estanho para pré-amorfização do silício cristalino e sua
aplicabilidade na tecnologia de fabricação de junções rasas. Foi
estudada a amorfização de Si em doses altas (~ 1x1016 cm-2) de
implantação de Sn. Nas pesquisas foram empregadas as técnicas de
espectroscopia Mössbauer e de Retroespalhamento de Rutherford Canalizado
(RBS/C). Mesmo para estas doses muito altas, foi observado 93% de
substitucionalidade de Sn na rede cristalina de Si, após tratamento
térmico, o que corresponde a duas ordens de grandeza a mais que a máxima
solubilidade sólida. Doses médias (1x1012 – 3x1014 cm-2) de implantação
de Sn foram usadas para encontrar a dose mínima de amorfização, que foi
de 1x1014 cm-2, medida com RBS/C. Amostras pré-amorfizadas com
implantação iônica de Sn e energias 120 keV e 240 keV foram
posteriormente implantadas com BF2 + de 50 keV e dose 5x1014 cm-2 para
obtenção de junção rasa tipo p+-n. Diferentes regimes de recozimento
térmico rápido foram utilizados. Técnicas de espectroscopia de massa de
íons secundários (SIMS) e medidas elétricas foram usadas para
caracterização destas junções. O melhor resultado foi com
pré-amorfização de Sn de 240 keV e recozimento de 900 ºC, 30s. A
profundidade de junção foi de 115 nm e a resistência de folha de ~ 175 /
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